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10 anos após o 11 de Setembro e a destruição das Torres Gêmeas (World Trade Center)
Faltam três dias para que se complete 10 anos após o fatídico caso do 11 de setembro, dia que entrou para a história da humanidade. É interessante destacar o que eu estava fazendo naquele exato momento: Eu estava dormindo. A destruição da segunda torre foi vista ao vivo em rede mundial e quando eu acordei tudo já havia acontecido e somente restava saber o que se passava. Durante todo aquele dia, a televisão não parava de noticiar este ataque terrorista. Maldito seja Osama Bin Laden que por causa disso fez com que cancelacem no meio da exibição o episódio de Dragon Ball Z daquele dia para a manhã seguinte na TV Globinho. Lembro como se fosse hoje, era o episódio do combate entre Goku e Vegeta na saga do Majin Boo, sendo transmitido pela primeira vez na Globo. Pode parece infantilidade e cretinice da minha parte reclamar do cancelamento de um anime no dia do 11 de setembro, tendo em vista as centenas de mortes deste ataque terrorista, mas eu quero frisar que passados dez anos do incidente eu ainda me lembrar perfeitamente daquela manhã não é algo a se despresar.
Dez anos após a destruição do World Trade Center, Osama Bin Ladin foi capturado morto pelo exército americano dando um “desfecho” elegante para o ataque do 11 de setembro, por mais que nada tenha mudado, mas não vou entrar nesta questão política. Seja lá o que foi realmente o 11 de setembro, se foi uma conspiração ou não, seja lá quem foi o responsável ou não, não importando o que os E.U.A. fizeram após o 11 de setembro, não cabe a mim discutir isso. Para isso há documentários no Discovery Channel ou National Geographic Channel (que por sinal está na época e neste fim de semana devem apresentar algo sobre este assunto), enfim, há pessoas com muito mais preparo do que eu para falar deste assunto, mas não podia deixar passar que fazem dez anos que o ataque as Torres Gêmeas aconteceu.
BignadaForever, onde nada é para sempre, menos o Terrorismo e o 11 de Setembro.
Por Senhor Random.
Lei Anti-Mangá Aprovada
A lei criada pelo governador de Tokyo, Ishihara, que tenta “livrar Tokyo da sujeira depravada 2D”, esta legalmente em vigor, a partir do primeiro dia de julho, torna-se crime distribuir qualquer anime, mangá ou jogo que o governo considerar “pouco saudável”.
A lei é muito vaga, sua interpretação muda constantemente, sendo que ate mesmo o governador de Tokyo, Ishihara, e seu vice Naoki Inose, que são os criadores, tem explicações diferentes para a lei. A aplicação será feita por funcionários públicos e políticos já considerados anteriormente irresponsáveis pela população. (E é interessante constar que o governador e seu vice, já fizeram varias afirmações que são contra todos tipos de jogos, animes e mangás).
A própria lei visa especificamente materiais 2D (jogos, animes, mangas, imagens, etc), com conteúdos que glorifica indevidamente ou promove a atividade sexual ilegal, mas não envolve materiais pornográficos envolvendo pessoas reais. A explicação dada pelo governo e que a lei tem como alvo materiais que envolve menores, ou pessoas com aparência de menores, em atividades sexuais, que podem ser consideradas “ilegais”. Já e de se esperar que animes e mangás com temática ecchi, que tenham alunas de colégios, harem, lolis, e outros, posteriormente entrem na proibição.
O alcance real da lei “exclui” romances (é interessante constar que Ishihara é escritor de romances adultos, que envolve sexo entre os personagens, e até contos que envolve estrupo de menores), e material fotográfico. Embora elaborada principalmente para proibir os mangás, também é destinado a cobrir animes e de principio suplantar um regime de censura nos jogos.
A lei também sugere que eventos como o Comiket, são tecnicamente ilegais, e se permitidos, só estão autorizados a continuar com a autorização e vigilância do governo. O vice-governador já disparou vários tweets justificando vários argumentos contra o festival alguns como “no espaço do evento, e que editores de doujins distribui seus materiais sem a vigilância do governo”.
Muitos mangakas e editoras já criticaram a lei, por sua imprecisão e natureza indiscriminada, sendo que muitos estão preocupados e com medo que a proibição por si só imponha uma “auto-censura”, para que os materiais não sejam excluídos da indústria editorial.
Varias obras de grande renome já foram banidas, (como Akisora que tinha uma tiragem incrivelmente alta), mas é provável que a maioria dos efeitos da lei será sentida agora, com editores calmamente cancelando ou recusando-se a publicar os materiais, para que não sejam “banidos” pelo governo, e também como uma forma de protesto (como alguns mangakas já estão fazendo).
Mesmo com abrangência somente na região de Tokyo, a lei pode tornar-se uma “norma” a ser seguida por toda indústria do Japão, pois a cidade é o principal polo das industrias e editoras, e também onde a maioria dos eventos para realizar publicidade e distribuir os materiais são realizados.
Fonte:
http://www.gamevicio.com.br/i/noticias/85/85790-lei-anti-manga-entra-em-vigor/index.html
Bom, a notícia está dada. Enfim, a lei Anti-Mangá foi aprovada. O que esperar? Nada muito bom. Vamos esperar para ver. Não temos escolha, não é mesmo.
BignadaForever, onde nada é para sempre, menos a liberdade dos mangás.
Por Porco-Aranha e Super-Obama.
Crítica: Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro
Finalmente, depois de duas semanas em cartaz pelas minhas contas, eu assisti a esse filme, tão esperado pelos brasileiros. Se o filme fala de corrupção, bandidagem, combate, guerra, Brasil, vemos que finalmente alguém está se esforçando para levar o nosso cinema ao status acima, ao nível de um bom cinema nacional. Aqui no Brasil há um grande preconceito para com cinema nacional, MADE IN BRASIL, e também a uma grande birra com o cinema americano. “Não imitamos os filmes do E.U.A. Nosso cinema é algo mais!”. Uma grande merda! O diretor está de parabéns com ambos os filmes, não por quaisquer qualidade, característica, idéia ou movimento: Parabéns pela perfeita fusão entre o jeito americano e o jeito brasileiro de fazer filmes. Chega das eternas comédias, pobreza para sentir pena, bandidos e assassinos gente boa, chega da merda da nossa realidade mostrada pela emocionar. O povo brasileiro é mais inteligente que isso.
Falando do filme como unidade, ele é praticamente tudo que se espera. Ele é bem diferente do primeiro, mas tem tudo que fez seu sucesso: Frases de efeito, palavrão, tiro, morte, Capitão Nascimento, crítica ao Brasil e sua socieadade, tanto quanto corrupção, o Sistema, “Ai Parceiro”, etc… Ele é melhor que o primeiro? Não sei dizer. Ele não é tão legal quanto o primeiro. Os efeitos são melhores. Capitão Nascimento menos caricato, etc… O filme agora tem mais abordagens, mais visões. A polícia, o BOPE, a política, os jornalistas, pessoas normais, telivisão, etc… e ele com certeza é bem mais pretensioso que o primeiro.
O filme é com certeza menos marcante que o primeiro. Aqui eles já querem partir para outro rumo, outros caminhos. Não querendo se troll nem nada, mas não posso deixar de dizer que o filme tem uma pegada muito forte de The Dark Knight (Batman – O Caveliro das Trevas). Vai dizer que não? Temos o super herói brasileiro em nossos cinemas.
Tropa de Elite 2 é muito melhor que Inception (A Origem), então já vale a pena assistir.
Foda que o filme foi lançado antes das eleições (Por que será, né? XD). Globo e sua safadeza.
O filme não é perfeito obviamente. Tem seus defeitos, mas isso já se espera dessas produções grandes. O BOPE não é mais a atração e o filme se chama Tropa de Elite. Isso não é bem um defeito, só citando. Nada que estrague ou que pode ser percebido por qualquer um.
Nota 10 para Tropa de Elite 2. Feijoada Brasileira.
Bignadaquasar, onde nada é cósmico e nada é Tropas de Elites.
Por Akanadin.
Tiririca supera 1 milhão de votos
Com 84,05% dos votos apurados no estado de São Paulo, Tiririca (PR-SP) é até o momento o candidato a deputado federal mais votado do Brasil.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato já recebeu 1.116.542(6,23%) dos votos válidos no estado de São Paulo. O segundo colocado é Gabriel Chalita (PSB), que soma 485.629 (2,71%).
No Rio de Janeiro, o ex-governador Garotinho (PR) lidera a disputa para a Câmara dos Deputados. Com 92,17% dos votos apurados, Garotinho aparece com 615.039 votos (8,37%), seguido por Chico Alencar (PSOL), com 234.228 (3,19%).
Fonte:
Foda demais!
Bignadaquasar, onde nada é cósmico e nada e nada é Abestado na política.
Por Akanadin.
Mininova morreu! Seus Bastardos! Vocês o mataram! R.I.P.
Malditos sejam os que processaram o Mininova! Filhos da mãe! eu frequentava sempre esse site de torrent. Agora onde vou vai meus filmes e séries? Desgraçados! A pirataria existe por causa dos preços absurdos dos originais. Isso sim é roubo! Vão para o inferno!
Quem ainda não sabe, o Mininova foi processado em milhões e resetou todos os seus arquivos. Droga!
Bignadaquasar, onde nada é cósmico e nada tem que encontrar outro site de torrent.
Por Akanadin.
Bignada Awards: Os Melhores Melhores do Ano 2009: Primeira Indicação
O ano está acabando e chega a hora de fazer a retrospectiva. O que foi bom, o que foi ruim, o que foi ótimo, o que foi excelente, o que foi péssimo, o que foi horrível, beleza e tudo e tal. Está chegando a hora de entregar o “Oscar” Bignada Quasar. Vou fazer as primeiras indicações:
Melhor Filme do Ano:
Watchmen
Transformers – Revenge of Fallen
Star Trek
Distrito 9
X-Men Origins – Wolverine
Pior Filme do Ano:
Dragon Ball Evolution
Street Fighter – Legend of Chun Li
Spirit
Melhor Seriado de TV do Ano:
Lost
Smallville
True Blood
Hung
24 Horas
Pior Seriado de TV do Ano:
Big Bang Theory
Glee
Simpsons
Melhor Anime do Ano:
Dragon Ball Kai
Naruto Shippuden
Bleach
One Piece
Pior Anime do Ano:
???
Melhor História em Quadrinhos do Ano:
Invasão Secreta da Marvel
Crise Infinita da DC
Vingadores/Invasores da Marvel
Lanterna Verda da DC.
Batman R.I.P. da DC.
Homem-Aranha Brand New Day da Marvel
Outros futuramente citados…
Momento OMG do Ano:
Morte de Michael Jackson
Disney Compra Marvel
Melhor Música do Ano:
???
Melhor Mangá do Ano:
Naruto
Bleach
One Piece
Mai0r Revelação do Ano:
???
Maior Bobagem do Ano:
???
Momento Decepcionante do Ano:
Falha do Gerador de Partículas em Destruir o Mundo.
Entre muitos outros prêmios serão entregues de valor líquido total de NADA.
PS: Ainda haverá as categorias:
Bignada:
Melhor Post
Melhor Editor
Melhor Comentário
Melhor Leitor
Melhor Tag
Etc…
BIGNADA QUASAR, onde nada é cósmico e nada é Quasar.
Por Akanadin.
Bignada Story: Hi Hitler!
Bignada Quasar sempre inovando e buscando sempre levar o que nada é levado a sério. Iniciando agora, o quadro Bignada Story, que promete polemizar e queimar a imagem do Bignada e seus membros. Para começar em grande estilo, o post será sobre Hitler, figura a qual surgiu no meio de um debate em aula, saindo de minha boca para ser mais exato. Então, assim será! O “Führer is back!”.
Bom, como sempre rápido e mortal. Estavamos apresentando um trabalho sobre liderança e então veio a minha cabeça Adolph Hitler, que já tinha entrado em pauta nessa mesmo palestra. Era necessário apresentar algum grande líder como exemplo e então eu citei Adolph Hitler. Imediatamente eu fui censurado por alguns de meus colegas de equipe. “Tu tah doido! Tu é fã do Hitler! Tu é sequelado!”. Falso moralismo idiota. O falso moralismo impera em nosso mundo atual. Não posso nem citar Hitler sem ser julgado e criticado. Sempre vem na cabeça das pessoas: “Hitler é mau! Hitler é o anti-cristo! Hitler fez pacto com o diabo!”. Que bobagem, Hitler tinha o apoio do povo, não de todo o povo, mas suficiente para ascender. Hitler exterminou muitos judeus. Um genocídio. Sim, sim, Hitler é um genocida. Mas… Espera aí! A igreja diz que os judeus vão para o inferno mesmo. Não seria Hitler somente a mão de Deus? Evangélicos pregam que tudo está escrito e que não existe um livro arbítrio genuíno, que tudo que fazemos é predestinado e controlado por Deus. Então, por essa lógica, Hitler seria a mão de Deus que queria o exterminio dos judeus. Hum… Na verdade, eu considero Hitler um excelente lider, mas mesmo um grande líder pode ter um objetivo maldoso, ser louco, fanático entre outras coisas. As pessoas tem um senso de certo e errado muito bíblico, o que é deveras equivocado. A Alemanha apoiava Hitler, a Itália e o Japão também. Para eles, Hitler estava certo. Eles o seguiram. Quem ganhou a Segunda Guerra Mundial foi O Capitão América os Aliados, E.U.A., no caso. Quando eu vejo alguém falando mal dos Estados Unidos da América, eu tenho vontade de dizer: “Preferia o nazismo, otário!”. Os Estados Unidos (United States of America) conquistaram sua posição no mundo, eles batalharam por isso. O Dia D foi brilhante. Hitler era anti-semita, assassino, monstro, anti-cristo, nazista, facista, mas ele também foi um gênio. Um gênio louco. Por causa dele, eu estou aqui hoje na frente de computador escrevendo sobre ele. É unanime: A guerra faz o humanidade evoluir. E assim acontece. Compare com era o mundo em 1909 e compara com agora 2009. Agora compare 1809 com 1909. Qual a diferença? Não houve duas guerras mundias naquele período, por isso não houve uma evolução tão grande na tecnologia. Meu deus, A Era dos Videogames surgiu depois da Segunda Guerra Mundial Wolfentain 3D. A guerra é o catalizador do progresso. A morte é o catalizador da vida. O que Hitler fez de ruim em sua época resultou em coisas muito boas atualmente. Se eu estivesse na Segunda Guerra Mundial, eu estaria contra Hitler, com certeza, mas isso não me impede de admira-lo. Nem Jesues agradou a todos e nem Hitler repugnou a todos. Moisés guiou os hebreus a desgraça que acontece até hoje, mas as pessoas o idolatram. Coisas boas podem resultar em coisas ruins e coisas ruins pode resultar em coisas boas. Por assim dizer, é isso.
Também entrou em pauta Lutherking, Silvio Santos, Raiden, Sub-Zero, Bush, Madre Teresa de Calcutá, Tio Chico, Honda, Bob Esponja, seu Sirigueijo, Carocinha, Seu Madruga, Chuck Norris, Undertaker, Mario, etc… Destaque para meu show de improvisação, pérolas do grupo e aplauso para nós.
Bignadaquasar, onde nada é cósmico e nada é nazismo.
Por Akanadin.
Alan Moore Especial: A Vida, o Destino e o Legado de Alan Moore
“Alan Moore (Northampton, 18 de novembro de 1953) autor britânico de histórias em quadrinhos.
Sua infância e adolescência foram conturbadas, devido à influência da pobreza do seu meio social e da família[carece de fontes?]. Quando jovem, foi expulso de uma escola conservadora e tal motivo fazia com que outras escolas que Moore quisesse estudar não o aceitassem. Com 18 anos, estava desempregado e sem nenhuma formação profissional.
Porém, Moore começou a trabalhar na revista Embryo, um projeto elaborado junto com amigos. O seu convívio na área fez com que se envolvesse com o Laboratório de Artes de Northampton. Lá, conheceu Phyllis, com quem se casaria em 1974. Teve duas filhas com ela: Leah e Amber.
Alan Moore trabalhou em 1979 para a revista semanal musical Sounds. Como cartunista, escreveu e desenhou uma história de detetive chamada Roscoe Moscou, utilizando o pseudônimo “Curt Vile”. Avaliando seus trabalhos, Moore concluiu que não era um bom ilustrador, o que o fez centrar seu trabalho em escrever histórias.
Suas primeiras contribuições de ficção foram para o Doctor Who Weekly e o famoso título 2000 A.D., onde elaborou várias séries populares, como D.R. & Quinch, A Balada de Halo Jones e SKIZZ.
Em seguida, Alan trabalhou para revista britânica Warrior. Nela começou a escrever duas importantes séries em quadrinhos. V de Vingança foi um conto sobre a luta pela dignidade e liberdade numa Inglaterra dominada pelo fascismo, e Marvelman, conhecido nos Estados Unidos como Miracleman. Ambas as séries conferiram a Moore o título de melhor escritor de quadrinhos em 1982 e 1983 pela British Eagle Awards.
Para a DC Comics escreveu as histórias de conteúdo ecológico do Monstro do Pântano, ficando conhecido no mercado americano. Nessa sequência de histórias introduziu o personagem John Constantine, que posteriormente teria sua própria revista, Hellblazer.
Watchmen
Atenção: Spoilers (partes reveladas sobre a história) desse ponto em diante.
No início de 1985, a DC Comics abordou o roteirista britânico Alan Moore, propondo uma série com os personagens clássicos recém adquiridos da extinta Editora Charlton. Dentro de semanas, Moore apresentou ao editor Dick Giordano um esboço do enredo intitulado, provisoriamente, Watchmen (“Vigilantes”), propondo uma parceria com o desenhista David Gibbons. O título é inspirado na frase retirada da Sátira VI do filósofo Juvenal (60-127 AC), quis custodiet ipsos custodes ( “Quem vigia os vigilantes?”), transpondo a crítica da sociedade romana para um universo no qual combatentes do crime despertam a ira e desconfiança da própria população civil que almejam proteger.
O ponto de partida da HQ foi premissa já explorada por Moore em Miracleman: qual seria o real impacto da presença de vigilantes e super humanos em nosso mundo? Ao levar tal questionamento às últimas conseqüências, o autor britânico surpreendeu os próprios editores da DC, que acharam sensato o escritor deixar intocados os personagens da Charlton, criando seus próprios. A proposta de Moore era tão revolucionária que, após a conclusão da série, reinserir os mesmos no inocente e pueril universo DC seria tarefa impossível.
Watchmen expõe ao leitor uma galeria bizarra e demasiadamente humana de combatentes do crime, em sua maioria detentores de distúrbios mentais e sexuais, solitários, confusos e aterrorizados quanto à impotência de suas ações frente ao iminente holocausto nuclear. Moore caracteriza seus personagens de forma tão realista e implacável que é praticamente impossível, após a conclusão da série, levar o conceito de “super-herói” novamente a sério.
O enredo se inicia com o mundo à beira de uma guerra nuclear, tendo como pano de fundo o ápice da guerra fria. No universo engendrado por Moore, graças ao super ser conhecido como Dr. Manhatan (semi-deus fruto de um acidente nuclear e único personagem com poderes sobre humanos, utilizado como arma militar pelo governo americano), os Estados Unidos venceram a Guerra do Vietnã e Richard Nixon sobreviveu ao escândalo Watergate, modificando a Constituição e sendo reeleito duas vezes. A série se estende da década de 30, início do advento dos “combatentes do crime”, ao ano de 1985, no qual a história é inicialmente situada.
Moore insere no enredo diversos elementos do mundo “real” (o próprio Nixon, citações a diversos compositores e romancistas, a candidatura de Ronald Reagan à presidência dos EUA), modificando pontualmente o universo da HQ em conseqüência dos efeitos, naquela realidade, do surgimento dos “super–heróis”. Em 1977 é aprovada a lei Keene, que torna os vigilantes ilegais, exceto o Dr. Manhattan e o psicopata e amoral Comediante, ambos exercendo suas atividades sob tutela estatal. Após o implemento da lei, fruto de sucessivas greves da polícia e manifestações da população civil, a maioria dos vigilantes se aposenta. Adrian Veidt, vulgo Ozymandias, considerado o homem mais inteligente do planeta, sai de cena para se tornar líder de um bilionário império multinacional. A velha guarda dos vigilantes encontra-se aposentada e à mercê dos próprios fantasmas, enquanto Rorschach, caricatura fascista de extrema direita, mantém solitariamente suas atividades às margens da lei.
A série tem início quando o vigilante resolve investigar o assassinato de Edward Blake, diplomata posteriormente revelado como alter ego do Comediante. Quando Dr. Manhattan se exila da Terra por ter perdido o interesse na raça humana, a Rússia imediatamente invade o Afeganistão, colocando o planeta à beira de um impasse nuclear. As descobertas que se sucedem revelam uma conspiração de implicações colossais, permitindo ao autor explorar fartamente temas como paranóia, determinismo, megalomania e relativismo moral.
A série ganhou vários prêmios Eisner e o mais cultuado prêmio de ficção científica da época, Hugo, até então limitado exclusivamente à literatura. Ao abordar temas habitualmente alheios ao terreno das HQs (metalinguagem, matemática fractal, teoria do caos, ultra realismo, inúmeras referências literárias e musicais), Moore expandiu os limites da mídia a confins inimagináveis anteriormente, abrindo precedente para os méritos e aberrações ocorridos nos quadrinhos nas décadas seguintes.
Watchmen tornou-se um fenômeno da cultura pop, tendo sido seu autor arremessado, a contra gosto, à posição de celebridade instantânea. Alan Moore passou a conceder entrevistas à programas televisivos, shows de variedades e até revistas de pornografia. Chegou a ser encurralado diversas vezes por multidões de jovens ávidos por sangue em convenções de quadrinhos, motivo pelo qual nunca mais voltou a frequentá-las. Para se obter a dimensão do impacto da obra: a Revista Time elegeu Watchmen como um dos 100 romances mais importantes do século XX.
Talvez o elemento mais significativo da série não seja apenas o desenrolar da história, e sim a complexidade suntuosa do roteiro elaborado pelo autor. Moore, conhecido no meio por sua obsessão meticulosa por detalhes (diversas vezes descrevendo um único quadro por páginas a fio), permeia o roteiro com nuances, níveis de interpretação e imagens recorrentes dignas de um fractal, exibindo um intricado caos semiótico nunca visto no formato. Manipulando recursos inovadores de narração, o talentoso roteirista eleva os quadrinhos da condição de primo inferior do cinema, estático e mudo, à forma de arte independente e singular.
Em qualquer outra mídia, Watchmen teria tornado Alan Moore e David Gibbons milionários. No contexto da época, ambos não tinham consciência de que a obra perduraria pelas décadas seguintes, e assinaram inocente contrato em que os direitos da HQ seriam a eles revertidos quando a mesma estivesse esgotada. A série foi editada anualmente nos últimos vinte anos, tornando-se um dos produtos mais rentáveis da história da DC Comics, e pertence ainda de forma integral à editora. Moore, sempre iconoclasta, recentemente solicitou que seu nome fosse retirado das novas edições, afirmando que sua criação lhe havia sido roubada. Outras questões relacionadas ao pagamento de royalties na época da publicação levaram ao rompimento do autor com a DC, passando a trabalhar para editoras independentes, vindo a fundar sua própria, Mad Love Publishing, em 1989.
Transcendendo mero tributo ao gênero, Watchmen se mostra, mesmo após duas décadas, não apenas o assassinato definitivo dos “super-heróis”, mas talvez a mais complexa e bem sucedida autópsia do cadáver já realizada.
Além dessas obras citadas acima, devemos destacar As Aventuras da Liga Extraordinária, uma obra cheia de simboligismo; Top 10, uma nova maneira de ver o universo de super heróis e Promethea, com um roteiro surprendente em um universo cercado por alquimismo, magia Xamã, e outras magias.
Alan Moore e o cinema
A primeira adaptação cinematográfica de uma história sua foi o filme Do Inferno (2001), sucesso de público e crítica, embora “enxugue” muito do texto original. Na verdade o potencial intrincado da trama não foi realmente explorado para que fosse feito um filme mais palatável ao grande público, o que se tornaria frequente nas adaptações das obras de Moore. Depois, A Liga Extraordinária. Fracasso de público e crítica. Em seguida, Constantine. Críticas boas, mas nem tanto de público. E muitos se ofenderam com o fato de, no filme, Constantine ser americano, viver em Los Angeles, ter cabelos negros e usar um casaco preto (a caracterização original é cabelo loiro, inglês, vive na Inglaterra e usa um sobretudo bege). E finalmente, V de Vingança. Essa foi um sucesso de crítica e público, mas Moore não gostou e tirou seu nome dos créditos, ainda tendo declarado que o roteiro era cheio de “buracos”. A última adaptação de uma obra de Moore foi Watchmen, dirigido por Zack Snyder, com roteiro do diretor, junto com Alex Tse.
Alan detestar, declaradamente, a ideia de adptarem suas obras para o cinema, e nunca se envolve nas produções.”
Fonte:
- Alan Moore, Senhor do Caos
- Entrevista para a revista Trip
- livro “Pocket Essentials:Alan Moore” por Lance Parkin
- Alan Moore, escritor supremo (site italiano)
- Entrevista para Geoff Boucher do LA Times
- Entrevista para Geoff Boucher do LA Times (em português)
I’m sorry Alan Moore. You fail! You epic fail! Watchmen não conseguiu acabar com o gênero de super-herois. Watchmen somente forteleceu ainda mais o gênero de super-herois dos quadrinhos. Não… Watchmen moldou o gênero de super-herois nos quadrinhos para o que eles são hoje. Essa é a verdade. Ele foi ingênuo ao pensar que iria mudar o gênero e ele já percebeu isso. Ele disse em uma entrevista recente que se pudesse traria o Batman de Adam West de volta aos quadrinhos, tamanho é o seu arrependimento em tornar as comics tão violentas com suas obras. Falando por minha parte, Watchmen, a história em quadrinhos e não Slow Movie do cinema, é uma história muito bem escrita e a única parte chocante é o final, da história original lembrando. Nessa linha de pensamento, V de Vingança é mais bem escrito que Watchmen, mas os traços de V de Vingança são muito inferiores aos de Watchmen. Diga-se de passagem, V de Vingança tem o mesmo traço que The Dark Knight Returns. São duas histórias fodasticas e isso ninguém nega, mas nínguem nega que os traços são ruins, diga-se de passagem, pois Frank Miller fez aqueles desenhos de Cavaleiros das Trevas propositalmente, diga-se também de passagem. Enfim, Alan Moore amarga a decepção de sua obra ter sido mais reconhecida pelo traço do que história e de somente ser reconhecida anos depois quando ele realmente recebeu prestígio pelo seu talento nos E.U.A.
Alan Moore foi efecazmente, eficientemente, efetivamente e espetacularmente em conseguir objetivar o que queria na época que era acabar com o gênero de super-herois. Entretanto, isso não era realmente o que ele pensava que era e queria que fosse, pois os quadrinhos se tornaram violentos e terríveis como Watchmen. Em minha humilde vidinha como Marvete, minha vida não mudou depois de ler Watchmen. Um história com o Justiceiro, o Mancha, Elektra Amarela, Surfista Azul, Homem de Ferro Aviário. Alan Moore não é um fracassado e Watchmen é excelente, mas acho que Watchmen – O filme, não faz justiça a obra original. O diálogo em Marte foi reduzido e mastigado, a investigação do Rorcharch não tem nenhum foco, o ator que faz o Ozzymandias é péssimo e canastrão, Coruja e Espectral são dispensáveis e protagonizaram a cena de sexo mais constrangedora da história do cinema ao som de “Aleluia”, o pinto do Manhatan causa risos (Tudo bem, dessa vez é que esse tipo de coisa no cinema isso é cômico) e mais importante: O final do filme é idiota. Nas HQs, Ozzy utiliza uma lula gigante extraterreste para matar as pessoas. A idéia seria uma invasão alienigena para o mundo se unir. Já no filme, Manhattan pega a culpa e o mundo fica em paz. Ridículo. Dr. Manhattan não é Deus. Seria o mesmo que o Superman ficasse louco e destruisse várias cidades. O mundo não ia ficar em paz, iam atacar os E.U.A. Com certeza a Rússia pensaria assim e lideraria uma investida contra os E.U.A. Enfim, Zack Snyder é um babaca.
Alan Moore é contra qualquer tipo de adaptação de quadrinho nos cinemas, dizendo que são mídias diferentes. Isso é bem verdade, mas nunca vai impedir hollywood de fazer. Ele foi novamente bem ingênuo. Tudo, TUDO, ABSOLUTAMENTE TUDO, que tiver potencial de lucro é explorado até o tutano e todos que lucro ou Alan Moore escrevia por caridade? Não. E apesar de Alan Moore detestar suas obras no cinema, elas deram lucro, porque Hollywood sabia do potencial de lucro delas, ou seja, Alan Moore é o bobo da casca do ovo por pensar que não iam fazer isso. Em entrevistas recentes, ele disse que gostaria de trazer o Batman de Adam West de volta, mas seria completamente rejeitado. Se ele o tivesse o feito antigamente, ele nunca teria tido tanto prestígio quanto ele tem, seria somente mais um no mundo. Em minha opinião, Frank Miller é melhor que Alan Moore e olha a porcaria “The Spirit” que ele fez, imagine Alan Moore fazendo Batman atualmente. Em época passada, Alan Moore queria remover a magia existente nas histórias de Super Herois. Ele conseguiu e se arrependeu. EPIC FAIL!
Ao final, eu percebo que Alan Moore é um gênio, mas ingênuo. Ao tentar descontruir os personagens, ele construiu os estilo de hoje e ele se arrepende disso. Mas há um comentário cretino dito por ele dizendo que tudo que foi feito depois de Watchmen é cópia do mesmo e não há mais originalidade. Vai se ferrar Alan, um cara que fez Liga Extraordinária e Lost Girls, aproveitando personagens e mitologias já existentes, não pode falar em originalidade pura quando ele mesmo usa a criatividade de outros.
Ao final, podemos ainda homenageá-lo com o vídeo abaixo:
Bignadaquasar, onde nada é cósmico e nada é Watchmen.
Por Akanadin.
ERA ATTITUDE & Operação Leite de Texugo
Há alguns meses, uma grande briga interna aconteceu na equipe Bignada. A equipe se dividiu em duas facções: Facção Azul e Facção Vermelha. Os membros da Facção Azul, os únicos remanescentes da equipe que postam e contribuem para o blog até hoje, tinham como lema livre expressão onde poderiamos e falar o que quisessemos. A Facção Vermelha, que somente postaram 10 posts no total contra 500 da Facção Azul, tinham o lema de informação cult e com prestígio. Exigiam posts que fossem redações nota 15 do vestibular, apesar de nunca postarem direito.
Então, a Era Attitude foi implementada com a Operação Leite de Texugo. Veja abaixo a Era Attitude e Operação Leite de Texugo:
ERA ATTITUDE
“Caros internautos, este blog foi criado na sexta feira passada, dia 10 de abril de 2009, e esteve ativo desde segunda feira, dia 13 de abril de 2009. Nesse curto período, houve diversos problemas internos na admistração do blog.
Os membros que administram o site se divideram em duas facções. Chamemos de facção azul e facção vermelha. A facção azul, preza a política do blog: A priorização da randomicidade, entretenimento despretencioso e liberdade de expressão. Porém, a facção vermelha deseja ir contra a política e colocar algum tipo de conteúdo literário nos posts do blog.
Em uma situação normal, os membros da facção vermelha seriam educamente convidados a se retirar do blog. MAS, PORÉM, ENTRETANTO, CONTUDO, expulsa-los é contra os princípios da política do blog. Então, pensando nisso, uma nova atitude é necessário para que a harmonia retorne. Começa agora, apartir de hoje, dia 15 de abril de 2009, a ERA ATTITUDE.
A ERA ATTITUDE reinará, enquanto for necessário. Para dar início a esta era, será implantado a OPERAÇÃO LEITE DE TEXUGO.
A operação consiste conceitualmente em tirar leite de pedra. Matematicamente provar que 0+0=2. Basicamente é encontrar conteúdo onde aparentemente não existe ou talvez não exista. Provar que tudo é nada e nada é tudo. Dar sentido a coisas sem importância. Uma tarefa ousada e difícil, porém necessária.
O intuito é provar que assuntos mais banais tem tanto conteúdo quanto assustos supervalorizados e superestimados. Provar que o ser humano muitas vezes exerga sentidos absurdos as coisas e trata com descaso outras. Provar que nada não é tão inútil que na possa ser dito e que nada é tão interessante aponto de ser repetido tantas vezes.
Começa agora oficialmente, a ERA ATTITUDE.”
E assim começou a ERA ATTITUDE do Bignada. Agora, a Operação Leite de Texugo, que mudou completamente o Bignada.
+
Operação Leite de Texugo
“Em virtude da Era Attitude, a Operação Leite de Texugo será implementada. Sua missão é tirar leite de pedra, ou melhor, de Texugo.
O Texugo é um animal extraordinário. Sua grandeza é tão grande quanto a sua falta de reconhecimento por parte da humanidade como um todo. Abaixo, 4 motivos para reconhecer o texugo:
1°: O Texugo é mamífero. Entretanto, o texugo é um mamífero que não se dentre os outros. Não é grande como uma baleia, não é pequeno como um rato, não é leal como o cachorro, não é carinhoso como o gato, não é feroz como um tigre, não é corajoso como um carcaju, não é violento como o ratel, não se come como uma vaca, não é exótico como um suricato ou ornitorrinco, não é tão extraordinário quanto os outros demais, mas em sua singularidade em ser tão pouco irregular, o texugo se destaca por não ser poser como os outros. A humildade é a maior característica do Texugo… Ou não.
2°: Leite de Texugo. Você vai ao supermercado e pergunta: Tem leite? Sim senhor. Tem leite de Texugo? Senhor, não vendemos isso. God Dammit! Então, somente porque todos bebem Leite de Vaca não quer dizer que o Leite de Texugo não tenha o mesmo valor. Sem o leite, o texugo filhote rapidamente morrerá. Você não dá leite de vaca para uma criança recem-nascida, mas sim leite de sua mãe. Então, não é porque uma coisa não tem valor aparente que seu valor se torna nulo quando seu valor somente pode ser medido p0r aquele que mais o valoriza.
3°: Você não vê no jornal: Descoberto cura através do leite de Texugo/Texugo salva/ataca menininha/ Texugo feroz foge do zoológico e fere cinco pessoas/Milionário deixa herança para Texugo de estimação/Texugos são republicanos/O Homem-Texugo ataca novamente. Você não vê isso no jornal, porque ninguém liga para um texugo insignificante. Mas nós ligamos. O Bignada liga. E assim, escolhemos o texugo como nosso mascote.
4°: Porque um texugo? Porque não uma mukura? Ou quem sabe uma capivara? Porque não um diabo da tasmânia ou um papa-leguas? Que tal um macaco-tigre-urso-lobo-gorila-cachorro-peixe de seis orelhas ou um Ewookie? Nada disso. Escolhemos aquele que estava no final da fila. Escolhemos aquele que ninguém colocava esperança. Escolhemos aquele que merecia uma chance. O texugo está de bom tamanho.XD”.
E foi assim que aconteceu. Com a destruição do antigo Bignada, o pobre Texugo ficou lesionado até hoje. Entretanto, não devemos chorar pelo Leite de Texugo derramado. O Porco-Aranha veio nos salvar!
Bignadaquasar, onde nada é cósmico e nada é história.
Por Akanadin.
Crítica: O Preço da Coragem
Depois que seu marido, Daniel Pearl, repórter do “Wall Street Journal” (Dan Futterman), é sequestrado por terroristas, Mariane (Angelina Jolie) se lança numa desesperada busca por pistas, uma frenética corrida contra o tempo para localizar o marido desaparecido. Dirigido pelo criativo cineasta Michael Winterbottom – que também dirigiu “Caminho para Guantánamo” - O Preço da Coragem é uma história de fé, esperança e coragem, em meio a uma tragédia.
Confesso que não assisti ao filme inteiro, pois tinha que ir para aula, mas o filme é bem chato. Eu não gosto muito da Angeline Jolie e ela monopoliza o filme, mas pelo menos ela até que tentou atuar nesse filme, só tentou. Enfim, o preço da coragem será para eu ver esse filme de novo.:)
Nota 5 para o filme.
Bignadaquasar, onde nada é cósmico e nada é um terrorista.
Por Akanadin.























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