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Crítica: One Piece Film Z

Um filme sobre o vilão. Um filme sobre Z.

One Piece Film Z

One Piece Film Z

Não sou leitor assíduo de One Piece e nem sou fã do mangá, mas conheço os personagens meio por cima. O filme é focado no personagem Z, o vilão do filme. Basicamente, ele odeia piratas e está totalmente desapontado com a Marinha. Assim, ele cria a Nova Marinha, sua organização própria que segundo ele está acima da Marinha e vai trazer a verdadeira justiça, e com ela ele vai destruir todos os piratas do Novo Mundo. Sua convicção é tanta que ele não se importa em sacrificar civis inocentes, seus subordinados e ele próprio para cumprior seu objetivo.

Apesar de simples, a construção do personagem é muito bem feita e ele acaba sendo bem cativante. Ele é uma ameaça terrível tanto fisicamente para o protagonista Luffy quanto moralmente, já que ele odeia e quer destruir tudo que Luffy acredita, assim fazendo um excelente contraponto a herói do chapéu de palha. Sem sombra de dúvida, o vilão é o ponto alto do filme, que não é chamado de Film Z a toa.

One Piece Film Z - The Movie

One Piece Film Z – The Movie

A animação é ótima, mesclando o estilo tradicional de anime com animação moderna, usando CGI. Vale também ressaltar os crédítos iniciais.

Há um plot do filme que é alguns membros da tripulação de Luffy serem rejuvenescidos através de uma técnica do inimigo que é meio inútil e só serve para fazer um humor barato. Está ali para dar motivação dos personagens a irem atrás do vilão, mas eu achei desnecessário. Além de que os heróis são meio que jogados de paraquedas na trama por conveniência e os subalternos do vilão poderiam receber um melhor tratamento, além de várias resoluções típicas de anime Shonen mesmo, mas não desmerece o filme.

Uma história simples e bem redondinha, o filme deve atender a toda a expectativa dos fãs e pode ser tranquilamente assistido por qualquer um. O final do filme é demais, onde o vilão Z tem uma grandeza e nobreza que me lembra um vilão de Hokuto no Ken por exemplo, até pelo porte físico e estilo dele.

Nota 9,0 para One Piece Film Z.

Mundo Bignada, onde nada é um novo mundo e nada é One Piece Film Z.

Por Akanadin.

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Crítica: Superman Unbound

A origem de Braniac e o recomeço das animações da DC/Warner.

Superman - Unbound

Superman – Unbound

Superman Unbound é uma adaptação da história Superman – Braniac de Geoff Johns e como tal é um filme sobre o vilão Braniac, que é visualmente diferente do que foi estabelicido na série animada do Superman e Liga da Justiça.

Acaba ficando meio confuso, pois todas esses longas animados da DC Comics não conversam entre si. Alguns consideram a existência da Liga da Justiça, outros não. Já temos duas animações que contam origens distintas da Super Girl (Superman e Batman – Apocalypse e esta agora), além de que em Superman e Batman – Inimigos Públicos nós já tinhamos a Poderosa. Se considerarmos a série animada do Superman dos An0s 90 e que esta gerou um longa com o Braniac também de vilão, fica aquela sensação de redundância nas animações e que eles poderia contar outras histórias ao invés destas.Além de que tem muita cara de episódio de televisão extendido.

Superman Unbound (Superman Sem Limites)

Superman Unbound (Superman Sem Limites)

O traço da animação é bem diferente do padrão das animações da DC Comics, como já era esperado com a mudança nesse estúdio de animação e a saída do Bruce Timm. É um traço mais leve, que lembra Ben 10 e essas animações modernas da Warner. Eu prefiro o padrão antigo, mas não chega a incomodar tanto, dado que a animação dos personagens continua a mesma, mas é a animação que mais muda o traço, ao lado do Cavaleiro das Trevas Parte 1 e 2 que emulam um pouco do traço do Frank Miller.

Não é o filme com as melhores cenas de ação, algumas sequências acabam ficando muito curtas e há um momento “KAPOW” durante a invasão alienígena que acho que não combinou muito bem. Detalhe que a invasão me lembra um pouco o filme dos Vingadores, até pelo jeito como os robôs do Braniac chegam. O destaque vai para quando o personagem confronta diretamente com Braniac, que são pontos altos do filme. Aliaís, o Braniac é um ótimo vilão e podiam usar essa versão dele da animação no cinema.

Há uma trama paralela do Clark Kent e a Lois Lane que acaba ficando meio jogada no filme, mas é legal ver o romance dos dois sendo trabalhado, apesar de que não haverá continuidade disso.

O filme acaba ficando na média das animações da DC e é ótimo por apresentar muito bem o vilão Braniac, um dos melhores da galeria do personagem e o tem muito valor a agregar por estar ligado a origem do Superman e o fim de Krypton, além de Kandor e a trama da Super Girl. É um filme de ficção científica e invasão alienígena que vale a pena ser assistido.

Nota 8,0 para Superman Unbound.

A próxima animação da DC será Flashpoint pelo que tenho lido, que é uma saga recente dos quadrinhos, precursora dos Novos 52.

Mundo Bignada, onde nada é um novo mundo e nada é Superman Unbound.

Por Akanadin.

Crítica: G.I. Joe 2 – Retaliação

Mais Comandos em Ação e menos colorido do que o primeiro filme.

G.I. Joe 2 - Retaliation

G.I. Joe 2 – Retaliation

Devo admitir que eu protelei por tempo demais assistir o primeiro filme. Simplesmente não me interessei e deixei para lá. Não conhecia nada dos personagens e Comandos de Ação não fez parte da minha infância, os trailers não me chamaram atenção e as críticas negativas que o filme recebeu não me encorajaram a ver o filme. Nisso, com a estréia do segundo filme esse ano, resolvi conferir finalmente o primeiro e para minha surpresa o filme me agradou muito mais do que eu esperava.

G.I. Joe – A Origem de Cobra tem seus defeitos e não são poucos. A ação é desenfreada e acaba deixando o filme muito massante, além do exagera da tecnologia fantástica do filme e vários momentos que beiram ao cartunesco, mas… O filme se salva por um fator muito importante. Os personagens carismáticos e marcantes. Acaba que aquele universo criado é interessante e os personagens salvam o filme. Temos Duke e Ripcord fazendo a dupla protagonista com uma boa química, Snake Eyes e Storm Shadow com uma rivalidade digna de Sub-Zero e Scorpion, o doutor que ao final se torna o Comandante Cobra, enfim… São personagens cativantes e interessantes o suficiente para me empolgar a esperar uma sequência.

Então, chega G.I. Joe 2 – Retaliação e repara vários erros do primeiro filme e ganha um novo tom com The Rock e Bruce Willis.

G.I. Joe 2 - Retaliação

G.I. Joe 2 – Retaliação

Mais sério e com a ação bem melhor pontuada, o filme supera o primeiro. Apesar de ter um cuidado maior, ainda há vários momentos cartunescos e soluções muito simples, a forma que o Storm Shadow escapa do aprisionamento e a forma como destroem os satélites no final por exemplo, mas é um filme que não se leva tão a sério ainda e provém uma boa diversão.

Ele é mais realista que o primeiro, pois a ação se torna mais crua, mas ainda é uma trama extraordinária e fantástica, apesar de que o filme ainda consegue fazer umas pontadas leves de críticas com relação aos E.U.A. e a questão nuclear.

Eu achei esquisito a princípio terem tirado o personagem Duke (Channing Tatum) de cena e colocado o Roadblock (The Rock) como protagonista, mas funcionou muito bem e o filme continua sendo G.I. Joe, a história é sobre o grupo, e não um filme solo do The Rock, sendo que até a entrada de Bruce Willis na trama não distoa a história, o que seria um desastre, mas funciona muito, pois seu personagem chama-se Joe, aquele que dá o nome ao Comando.

G.I. Joe 2

G.I. Joe 2

E, não poderia deixar de falar do Snake Eyes e Storm Shadow, que são na prática um show a parte e renderiam um filme solo/spin off só com eles e os ninjas, com a adição de personagem Jinx que fica como sidekick do Snake Eyes. Aqui também vemos o Comandante Cobra com o visual clássico e agindo com aquele vilão que se espera dele. Agora, os personagens Flint e Jaya são meio apagados, apesar desta última ter ótimos faróis acesos (hahahaha Piada infame).

Em suma, G.I. Joe é uma franquia que demonstra muito vigor e rende fácil um terceiro filme.

Nota 8,0 para G.I. Joe 2 – Retaliação.

Mundo Bignada, onde nada é um novo mundo e nada é G.I. Joe 2 – Retaliação.

Por Akanadin.

Crítica: Tekken – Blood Vengeance

Do vídeo-game direto para um longa metragem.

Tekken - Blood Vengance - The Movie

Tekken – Blood Vengance – The Movie

Tekken já ganhou uma adaptação live action americana que desagradou terrivelmente os fãs por sua bruta infidelidade. Desta vez, acredito que os fãs não terão muito com o que reclamar com Tekken – Blood Vengeance, que é basicamente uma transposição direta do video-game para filme, com a mesma animação que os vídeos que vemos durante os jogos.

Com cenas de ação alucionantes e uma trama de investigação, a história do filme gira em torno de um experimento secreto da família Mishima, basicamente, e o protagonista do filme é Xyao junto com a andróide Alisa. Por associação, acredito que a história do filme se passa antes, durante e/ou depois de Tekken 6, assim como é feito nos filmes em CGI do Resident Evil que são prólogos de jogos específicos, se encaixando dentro da cronologia oficial.

Tekken - Blood Vengeance

Tekken – Blood Vengeance

As cenas de combate do filme são muito bem feitas com a mesma coreografia de combate do game, o que já era esperado, e grande agilidade. Em alguns momentos fica meio confuso, mas não chega atrapalhar. Em comparação com Resident Evil – Degeneration, já que ambas são adaptações de games e são em animação 3D, Tekken é bem mais bonita e é mais natural, além de que o filme em si é superior, no drama, desenvolvimento dos personagens (Xyao, Alisa, Shin, Nina, Anna, Jin, Kazuya, Heihachi, Lee e com participação menor de Ganryu e, é claro, o Panda. hehe), e clímax.

O único possível defeito é que o filme não se preocupa muito em apresentar a história para os não fãs do game, já partindo do presuposto que quem está assistindo conhece os personagens e não precisa de maiores explicações daquele universo ou em que ponto da cronologia a história se passa, o que não atrapalha o entendimento do filme com um todo, pois o necessário ele explica bem, assim funcionando como obra fechada.

Em suma, é um filme altamente recomendável para todos os fãs da franquia Tekken e para apreciadores de jogos de video-game e luta. Ele tem uma abordagem série como os filmes animados do Street Fighter, franquia bem similar no quesito adaptações, cujos filmes live action são um lixo e os filmes animados são ótimos. Tekken seguiu os passos de seu antecessor muito bem.

Nota 9,5 para Tekken – Blood Vengeance.

Por Akanadin.

Crítica: Road to Ninja – Naruto the Movie

Abril 23, 2013 9 comentários

E Naruto Shippuden ganha seu sexto filme e esse se destaca por ser um filme de pai e filho.

Naruto The Movie - Road to Ninja

Naruto The Movie – Road to Ninja

Eu tinha uma idéia bem diferente do que se tratava este filme e de fato acho que ele foi vendido de maneira errada. A primeira vista parecia ser uma daquelas histórias de universos paralelos, onde os personagens são tragados para uma dimensão alternativa similar, porém diferente do que eles conhecem e eles teriam que explorar este mundo alterado. Isso de fato acontece, mas este não é o real foco do filme, acaba sendo apenas um genjutsu (Ilusão) do filme, se me permitem o trocadilho. A história é sobre Naruto e seus pais, com grande destaque para a Sakura também, que serve de escada para o Naruto assim que ela troca de lugar emocional com ele.

O filme também tem como particularidade o fato de não criar personagens e cenários novos, como em geral todos os fillers, especiais, ovas e outros filmes da franquia fazem. Temos aqui como vilão principal o Tobi e o único personagem novo é um shinobi mascarado o qual o líder da Akatsuki se alia no universo falso. No mais, vemos apenas os mesmos personagens os quais todos conhecem, com a diferença que eles estão todos com suas personalidades alteradas, basicamente são o contrário do que são no mundo real. A participação deles é pequena, o foco mesmo, como já foi dito, é entre Naruto e os seus pais, ainda vivos nesse universo. O drama é o ponto alto do filme, que consegue alguns momentos muito emocionantes trabalhando os sentimentos dos personagens principais.

Road to Ninja - Naruto The Movie

Road to Ninja – Naruto The Movie

A ação do filme fica em segundo plano, mesmo tendo até um grandioso combate no fim entre Naruto e o mascarado misterioso no fim, cuja real identidade não irei spoilar. Mesmo com todo forte marketing em cima deste longa, inclusive tivemos um capítulo one shot especial de mangá como prelúdio, tivemos um episódio de Rock Lee SD dedicado a divulgar o filme e também um episódio especial de Naruto Shippuden com o mesmo objetivo, ele não tem cara de ser uma super produção, está mais para um episódio extendido. Nem a história é lá original, o terceiro filme de Bleach, por exemplo, tem uma trama bem parecida, porém é melhor feito, na minha opinião. Apesar disso, Road To Ninja é bom, é agradável de se assistir, simples, porém feito para os fãs, dando um tratamento até bem legal ao personagem, algo que muitos fãs gostariam de ver desde que foi revelado que Minato e Kushina são pais do Naruto.

Nota 8,0 para Naruto – Road to Ninja.

Mundo Bignada, onde nada é um novo mundo e nada é Naruto – Road To Ninja.

Por Akanadin.

Crítica: Homem de Ferro – A Batalha contra Ezekiel Stane

E a Marvel ganha o seu primeiro longa metragem em anime e o Vingador Dourado é o pioneiro.

Iron Man - Rise of Technovore

Iron Man – Rise of Technovore

O Homem de Ferro foi o primeiro a ganhar uma série em anime produzida pela Madhouse. Com uma qualidade de animação de primeira e com a estética de um anime, mas sem perder suas raízes quadrinísticas, o anime do Homem de Ferro deu muito certo e depois dele foi lançado os anime do Wolverine, X-Men e Blade, nessa ordem, e agora este filme que segue esse mesmo estilo.

O que não me agradou tanto nessas animações foi o ritmo, as histórias são meio cansativas, além de que havia uma necessidade de levar o personagem ao Japão. A “desculpa” que eles encontram é boa, mas havia histórias melhores para se contar, poderiam adaptar arcos dos quadrinhos mesmo. Mesmo o anime do Wolverine, que tem como base principal a história “Eu, Wolverine”, toma muitas liberdades artísticas, dá aquela modernizada (O que vai acontecer também no filme Wolverine Imortal… E é justo) e dá um toque mais anime. Funciona, mas acho que a mistura de estilosos não foi tão bem dosada.

Nisso… Chega o filme do Homem de Ferro, nesse mesmo esquema, e o tratamento é bem melhor. Parece que funciona bem melhor no formato de filme do que de série.

Homem de Ferro - A Batalha contra Ezekiel Stane

  Homem de Ferro – A Batalha contra Ezekiel Stane

Homem de Ferro – A Batalha de Ezekiel Stane (Iron Man – Rise of Technovore) é um excelente filme. É interessante que ele se encaixa tanto no universo criado pela série em anime quanto o universo do cinema, tanto é que temos no filme o Máquina de Guerra, Viúva Negra, Gavião Arqueiro e Nick Fury, todos com parecendo terem saídos de suas versões para cinema do filme dos Vingadores. Um brinde ótimo do filme é a presença do Justiceiro que faz uma rápida e bacana participação no filme, só não entendi porque o nome dele aparece primeiro nos créditos (Não faz sentido, talvez o dublador seja muito famoso, não sei). A presença desses personagens dá uma dinâmica ótima ao longa.

Outro fator é o fato da história ter como gancho a morte do Obadiah Stane, o que remete ao primeiro filme do Homem de Ferro e, é claro, o vilão do filme é o seu filho Ezekiel Stane. Agora… O personagem foi drasticamente alterado aqui com relação aos quadrinhos, lembrando muito um determinado personagem de Neon Genesis Evangelion ou mesmo Akira, pelo modo de agir dele, tudo nilista, e até pelo visual. Assim Homem de Ferro ganha um ar mais de anime mesmo e é interessante ver essa disparidade entre um herói de quadrinhos e um vilão típico de mangá. Também é um vilão muito ameaçador, que faz você ficar tenso com a sua presença e poder, o que torna muito interessante como vemos Tony Stark lidando com esse personagem.

As cenas de ação são muito boas, com uma ótima animação versão melhorada do que se via na série e o filme tem um tom sombrio e tecnológico muito bem conduzido, com uma trama de investigação e um final grandioso. A dublagem brasileira também ficou ótima. Aguardando ansioso por nossos longa metragens desses, o que eu considero uma excelente parceria entre a Marvel e a Madhouse.

Nota 9,5 para Homem de Ferro – A Batalha contra Ezekiel Stane.

Mundo Bignada, onde nada é um novo mundo e nada é Iron Man – Rise of Technovore.

Por Akanadin.

Crítica: Batman – O Cavaleiro das Trevas – Parte 2

Fevereiro 9, 2013 4 comentários

E finalmente a Parte 2 da adaptação da grande grafic novel clássica de Frank Miller.

Batman - The Dark Knight Returns - Part 2

Batman – The Dark Knight Returns – Part 2

Não há muito o que dizer aqui além do que já foi dito na crítica da Parte 1 (Cujo link está disponível ao final do texto para quem quiser ler). No que se difere, Batman – O Cavaleiro das Trevas – Parte 2 é bem mais eletrizante, seu ritmo é mais acelerado, até por ser a conclusão e o grande climax da história.

Basicamente, a animação se divide entre o confronto do Batman contra o Coringa e finalmente contra o Superman. As qualidades se mantém. Não vou falar da história, até porque a maioria do dos que vão ver esses dois filmes já a conhecem e os que ainda não viram merecem ficar livres de spoilers, apesar de que se trata de uma grafic novel de mais de 20 anos. A animação continua fiel em essência e toda a violência, críticas políticas, cinismo, grandes sacadas e roteiro amarrado do Miller estão ali. A animação em si também é ótima, está entre as mais bem-feitas, senão a mais bem-feita dessas feitas pela Warner, o que é uma pena, pois a divisão do estúdio que produzia esses longa metragens foi fechada e agora teremos animações de outra divisão, apesar de que a qualidade técnica deve se manter.

Ao final, temos duas animações primorosas e que fazem justiça a clássica grafic novel do Frank Miller, mas é claro que muita coisa não foi possível ser transposta para animação. Muito do texto do Frank Miller ficou de fora, todos os monólogos internos do Batman nos balões de pensamento tiveram que sair para não quebrar o ritmo da ação. Aliáis, não só os do Batman, mas também dos outros personagens como o Superman. E falando nele, a cena de luta entre Batman e Superman foi bastante extendida. A intenção foi deixá-la mais épica, mas acabou ficando bem… Exagerada e irreal, já que o Batman, mesmo de armadura, não aguentaria as porradas do Superman daquele jeito.

Mesmo assim, a animação é sensacional e obrigatória para os fãs do Batman e dos heróis da DC Comics, também dos fãs de quadrinhos, até porque é uma história clássica e um marco que praticamente todo leitor conhece ou pelo menos já ouviu falar. Funciona muito bem como animação e também como história isolada, o que é muito importante. E querendo ou não, o traço do Frank Miller “afugenta” leitores iniciantes, pois ele é muito sujo e tem um estilo bem único. Já a animação é bem mais limpa, mesmo que se mantenha muita coisa da HQ como o Batman quadradão. Por um lado, se perde aquela linguagem dos quadrinhos que torna The Dark Knight Returns ainda mais densa, mas é bom para expandir o público. De todas as formas… É o Batman em seu melhor momento.

Nota 10 para Batman – O Cavaleiro das Trevas – Parte 2.

Para ler a crítica de Batman – O Cavaleiro das Trevas – Parte 1, clique no link abaixo:

http://mundobignada.com/2012/09/17/critica-batman-o-cavaleiro-das-trevas-parte-1/

Quem quiser ler a Grafic Novel original de Frank Miller: “Batman – O Cavaleiro das Trevas”, a qual o animação faz adaptação, pode baixá-la clicando no link abaixo:

http://bignadaforever.blogspot.com.br/2012/07/batman-o-cavaleiro-das-trevas-dark.html

Mundo Bignada, onde nada é um novo mundo e nada é The Dark Knight Returns – Part 2.

Por Akanadin.

Crítica: Django Livre

Django retorna… A moda Tarantino.

Django Livre

Django Livre

Tarantino sempre foi fã de filmes de faroeste (Western). Seu filme favorito de todos os tempos é Três Homens em Conflito (O Bom, Mau e o Feio) de Sergio Leone com Clint Eastwood, no seu personagem clássico Blondie, o pistoleiro sem nome. Em todos os filmes do Tarantino em algum momento veremos algum elemento de filme de faroeste, geralmente um empasse a mexicana ou um duelo. Aqui, em Django Livre, ele deixa de simplesmente usar elementos de faroeste e lança um filme puro faroeste de uma vez e ainda fazendo homenagem a uma das franquias mais fortes desse gênero: Django.

A escolha do nome Django não poderia ser mais acertada. Acho que posso dizer que é o nome mais forte dentre os filmes de faroeste na questão sonora mesmo do nome. Mesmo para alguém que não conhece nada desse gênero, o nome Django já evoca a imponência que o personagem principal, o novo Django (Jamie Foxx), precisava para ser um grande herói negro. Até por que um pistoleiro de filme de faroeste é como se fosse um super-herói: Um grande nome, uma roupa que o marca, uma habilidade extraordinária (Geralmente NUNCA errar um tiro sequer!), grandes feitos, um objetivo nobre ou apenas grandioso, vilões, uma música tema, enfim… Não é uma pessoa comum.

É engraçado que durante o filme todo o Django do filme é marcado por ser um negro livre (Um negro montando um cavalo. Escravos não podem montar a cavalo). Fica o trocadilho dele ser um negro se passando por um cowboy branco, no caso o Django original Franco Nero, que inclusive faz uma pontinha estilo Stan Lee no filme. O bom é que a franquia Django permite esse uso do nome, pois há filmes homônimos em que o personagem chama-se Django, mas ele não tem nada haver com o Django original e ligação mesmo só o nome que é o mesmo e nisso o diretor usou essa brecha. E… O filme não poderia deixar de começar com a música tema clássica do personagem e o mesmo estilo de letreiro de créditos.

Django Unchained

Django Unchained

No quesito das atuações, o Tarantino tem uma boa mão para dirigir atores. Jamie Foxx é o novo Django (Papel que originalmente foi escrito para Will Smith, mas ele discutiu com o Tarantino e chegaram a conclusão que não ficaria legal, nisso Jamie Foxx fez o teste e se demonstrou perfeito para o papel). O Django negro é calado e sem muitas expressões, a profundidade do seu personagem está ligada ao contexto social em que eles estão: Ele é um negro ex-escravo nesse período pré guerra civil americana.

Christoph Waltz como Dr. King Schultz sensacional aqui como ele é sensacional em Bastardos Inglórios, então dispensa comentários. Leonardo Dicaprio como Calvin Candie se sai muito bem, como vilão ele fica muito melhor do que como herói e protagonista dos filmes, na minha opinião. Kerry Washington como Broomhilda atua sem atuar, o roteiro do filme atua por ela, pois ela é uma peça chave da trama ao mesmo tempo que está sempre distante, então cabe a ela somente ser… Bonita, e isso não é uma crítica negativa. Por fim, comentarei Samuel L. Jackson como o mordomo Stephen, super a vontade com o personagem e mandando muito bem no personagem.

O filme tem diversas referências, como de praxe em filmes desse diretor. Vão desde referências aos filmes de Western Spaghetti (Filmes do Sergio Leone e o próprio Django), referência a lenda alemã do Siegfried, já que o filme seria um épico/grande aventura, então pode ser lido assim, referência muito forte a Spartacus, explicitamente a partir do momento que o personagem de Leonardo Dicaprio entra em cena e em toda sua casa, referência a Três Mosqueteiros, a cena do Ku Klux Klan que é uma sacada muito inteligente ao mesmo tempo que é insuportavelmente hilária, referência aos próprios filmes do Tarantino e… Enfim: Toda uma teia que já se espera dos filmes desse homem.

Infelizmente, o filme peca no seu final. Toda a conclusão do filme, após a tela ficar preta e o filme continuar com o Django de cabeça para baixo é corrida e feita nas coxas, deixando um forte gosto de: “Temos que terminar o filme, bola um final feliz para a história”. E é assim que termina: Fácil demais. Longe de estragar o filme, mas… Ficou devendo um final melhor.

Um grande filme de aventura e faroeste, poderia falar bem mais sobre ele, até porque o Tarantino se encarregou de dar bastante conteúdo para o filme, resultado é que são praticamente três horas de filme, com o mérito de não serem quase três horas cansativas. E… É isso aew. Django Livre é um filmão, um dos mais divertidos do Tarantino. do cinema nesses últimos tempos e um ótimo resgate do cinema faroeste.

Nota 9,5 para Django Livre do Tarantino.

Mundo Bignada, onde nada é um novo mundo e nada é Django Livre.

Por Akanadin.

Crítica: Rurouni Kenshin (Samurai X) – O Filme

Janeiro 3, 2013 1 comentário

Battousai, o retalhador no melhor filme baseado num anime/mangá.

Rurouni Kenshin - Movie

Rurouni Kenshin – Movie

Desde sempre, o cinema sempre tentou levar os heróis dos quadrinhos, dos livros, dos video-games e dos anime/mangá para tela grande. Ao longo de todos esses anos, tivemos acertos e erros, grandes sucessos e grandes fracassos, surpresas e decepções, tentativas frustradas e acasos de sorte, enfim… É preciso um longo processo de amadurecimento.

No caso dos animes/mangás sempre se teve dificuldade com esse gênero. Vários tem universos próprios com excentricidades e peculiaridades únicas. Outros possuem uma ligação muito grande com a cultura oriental, o que requer um cuidado e pesquisa diferenciados para serem transpostos para outra mídia, inclusive vários jogos funcionam muito bem quando são adaptados em animações japonesas (Street Fighter, Megaman e Pokemon, por exemplo) até por terem muitas características de anime. A tentativa de se adaptar Super Mario para um filme Live Action foi um total desastre, mas eu consigo vizualizar tranquilamente o encanador muito bem num anime. Legend of Zelda ficou ótimo em mangá, acrescento.

Enfim… O desafio de se adaptar um anime/mangá é muito diferente do desafio de se adaptar um quadrinho americano.

No caso de Samurai X é até… Mais simples. Talvez por isso a escolha. A história em si é até bem realista, sem grandes exagerados e elementos fantasiosos (Existem sim elementos que fogem da realidade, e não são poucos até, mas nada exagerado como em outras histórias). A dificuldade está numa história tão bem inserida na própria história do Japão e vários personagens tão densos, que acho que não ficaria melhor senão fosse uma produção inteiramente japonesa mesmo.

Samurai X (Rurouni Kenshin) - O Filme

Samurai X (Rurouni Kenshin) – O Filme

O filme como um todo é ótimo. Destaque para a atuação do protagonista, que encarnou de uma forma soberba o personagem Kenshin Himura/Battousai. É simplesmente de se assustar. Takeru Sato, acho que é esse o nome do ator, fez um Kenshin perfeito, na minha opinião. Consegue ser calmo, tranquilo, bobo e amigável quando preciso, nos momentos em que o personagem é aquele amável, pacato e tímido andarilho que chamamos de Kenshin, consegue ser um espadachim sério, imponente e temível quando empunha a espada, convence muito bem nas cenas mais dramáticas onde ele precisa demonstrar sabedoria e experiência de vida e consegue ser frio e assustador quando é Battousai, o retalhador e convence no seu conflito e juramente em nunca mais matar. Em poucas palavras, um baita trabalho do ator, está realmente de parabéns.

Outras atuações a se destacar são a do Munetaka Aoki que faz Sanosuke Sagara, também está muito fiel ao personagem e ficou ótimo em tela tanto nas cenas de ação quanto nas de humor, possui aquela personalidade debochada e pavio curto, mas amigo confiável como o personagem deve ser. Yôsuke Eguchi também ficou ótimo como Saito, passa a imponência, calma e frieza que o Lobo e Mibu tem. No caso dos dois, eles tem bem menos tempo de tela que Kenshin, então não se comparam a atuação do protagonista, mas estão muito bem caracterizados.

Uma surpresa foi o personagem Kanryuu Takeda, feito pelo ator Teruyuki Kagawa (Um Beiçola japonês. haha). Sua caracterização é BEM diferente da do personagem original e sua importância e foco na história é mais elevado, o que permanece inalterada é a sua motivação: Dinheiro. Como adaptação, funcionou muito bem no filme e faz um vilão caricato e bem mais odioso, o que ficou bem legal e funcionou.

Agora… A atriz Emi Takei faz uma Kaoru Kamiya diferente do original. Ela não é imperativa e “máscula”, é bem mais frágil e feminina. Isso podemos relevar, pois é cinema e deve ter sido por escolha do diretor e funcionou, não me incomodou tanto.

Temos Megumi no filme. Bem fiel ao original, a caracterização está ótima. O personagem Yahiko está no filme, mas tem muito pouco destaque. Ele é quase um easter egg. Em caracterização ficou idêntico, mas pode-se retira-lo da história que não fará diferença.

Jin-E Udou, grande vilão do filme está também igual ao original, inclusive ele possuiu o mesmo poder fantasioso do mangá, de paralisar oponentes fracos com o Ki.

Em resumo, todos os personagens estão muito bem caracterizados, assim como o ambientação. A fotografia do filme é belíssima. Há várias cenas sujas e sombrias e há cenas mais limpas, que passam calma e serenidade, há todo um cuidado com o filme que impressiona. Não poderia deixar de falar das cenas de ação que são ÓTIMAS. Nada de CGI, temos coreografias de combate e kendô fantásticas e uso de cabos para cenas com saltos e acrobacias o que ficou sensacional. Ação com fluidez, nitidez e velocidade. E… O filme é violento. Não foi poupado sangue quando preciso. Não é um filme para crianças, ele é bem tenso e sério. Ele larga mão do humor do anime, deixando o filme mais pesado.

A trilha sonora é bacana, mas não vejo porque não usar a mesma trilha do anime ou no mesmo estilo.

Rurouni Kenshin (Samurai X)

Rurouni Kenshin (Samurai X)

Agora… Nem tudo é perfeito. Algo que eu já previa para o filme aconteceu. Longe de ser um desastre, mas está lá. O filme é um pouco corrido em alguns, por ter muitos personagens. Há pouco tempo para desenvolver a amizade dos personagens, Sanosuke se torna amigo dos outros quase do nada e muito rápido. Há aquela sensação de que tem muita coisa acontecendo e que poderiam diminuir o número de tramas para dar mais tempo para os personagens.

Spoiler: Jin-E Udou acaba sendo uma mistura de três personagens: Ele mesmo com o falso Battousai do primeiro episódio e com Aoshi Shinomori; Nisso achei desnecessário ele ser o falso Battousai que difama o dojo Kamiya só como gancho para ele conhecer Kenshin, sendo que ele já era guarda costas do Takeda e a coisa fica por isso mesmo, sem explicação. E ele estar no lugar do Aoshi e a não ter a Oniwabanshuu já cria uma problema quando quiserem colocar esses personagens numa sequência, além de que o final da trama do Takeda não tem o mesmo impacto do mangá e já temos que correr para o duelo final entre Jin-E e Kenshin.

Spoiler: Yahiko é aluno do Dojo Kamiya antes de Kenshin chegar lá, o dojo iria ser fechado pelos capangas do Takeda e não pelos capangas do falso Battousai e ex alunos do estilo Kamiya Kashin, Kenshin é preso logo após derrotar esses capangas e assim se reencontra com Saito e Sanosuke aparece pela primeira vez também preso e logo que sai ele oferece serviço a Takeda no restaurante para derrotar Battousai. Assim como no mangá ele tem raiva de Kenshin pelo que aconteceu com a Sekihoutai, mas isso é resolvido muito rápido. Megumi chegando ao dojo, agindo como “raposa” e revelando sua real motivação também poderia ser melhor desenvolvido.

Essas e outras liberdades poética, soluções hollywoodianas mesmo para colocar e amarrar todos os personagens estão presentes na trama, são mudanças com relação a história original para formar uma história nova, mas até aí nada que ofenda a inteligência do espectador como um Dragonball Evolution. No geral, a grande maioria dos fãs de Samurai X deve aceitar de boa essas coisas e aproveitar o filme.

O pecado do filme mesmo são todas essas tramas e personagens, que dá aquela sensação de que é preciso um complemento para entender toda a história de Battousai. Como filme ele não é mal resolvido, mas ele poderia firmar melhor as história de Kenshin. Poderia haver mais tempo para Saito, Sanosuke e Jin-E, assim como poderiam deixar Takeda e no caso usar a Oniwabanshuu num segundo filme. Em suma, a falha do filme é apresentar muita coisa o que poderia ter sido evitado e haveria mais tempo para desenvolver os personagens. Falar mais do passado de Kenshin e da importância do retalhador na Era Tokugawa e na Restauração Meiji, além de dar mais tempo para desenvolver o afeto e amizade dos personagens. Assim, os fãs da obra original e os leigos terão experiências meio diferentes.

Agora, é um baita de um filme e acho que posso dizer tranquilamente que é a melhor adaptação de um anime/mangá para cinema, além de ser um baita de um filme de Samurai e de ação. Ele tem seus defeitos, mas as suas qualidades são tantas que compensam isso fácil. Faz justiça a obra original e acho que mantém a essência. Na minha opinião, um filmaço.

Nota 9,7 para Rurouni Kenshin.

Mundo Bignada, onde nada é um novo mundo e nada é Rurouni Kenshin – O Filme.

Por Akanadin.

Crítica: Dredd

Um longo e difícil dia na vida do Juiz Dredd de Mega City.

Dredd

Dredd

Infelizmente (Ou felizmente) eu não assisti ou não me lembro de nada do filme do Juiz Dredd com o Sylvester Stallone, só sei que este é considerado uma bomba e que ele fica quase o filme todo sem capacete, coisa que o Dredd dos quadrinhos nunca faz. Falando de quadrinhos, também nunca li nenhuma história em quadrinhos do Dredd, então eu conheço o personagem superficialmente.

Então, sem ter nenhuma base maior para falar da fidelidade da adaptação vou direto ao filme. Esperava-se que essa nova versão do Dredd fosse uma bomba assim como foram filmes como Demolidor, Elektra, Mulher-Gato, Jonah Hex, Wolverine Origins, Motoqueiro Fantasma, Spawn ou o próprio filme anterior do Juiz Dredd, e se fossemos julgar somente pela baixa bilheteria até poderíamos dizer que de certa forma foi, mas o filme é realmente muito bom.

Ele é violento e intenso como Juiz Dredd deve ser, o personagem nunca tira o capacete, além de um bom roteiro e uma produção de qualidade.

Dredd - 2012

Dredd – 2012

Dredd não é um filme pretensioso, no sentido de querer revolucionar ou ser algo super grandioso. Ele se propõe a mostrar um episódio da vida do personagem Dredd (Karl Urban). A maior parte do filme se passa dentro de um prédio fechado e o filme não tem vergonha de assumir ser uma produção menor (Orçamento de 50 milhões). Nesse sentido ele lembra o Motoqueiro Fantasma – Espírito da Vingança, que é um filme de estrada e mostra um episódio da vida de Johnny Blaze. Independente de qualquer, eu gosto dessa pegada de: “Um episódio da vida do herói” e o próximo Batman e o próximo Homem-Aranha poderiam ser nesse estilo do Dredd, nada de vilão que quer EXPLODIR toda a cidade numa trama megalomaníaca.

Fazendo mais comparações, Dredd seria uma mistura de Robocop com Duro de Matar, vale mencionar uma pitada de Tropa de Elite, não que falar de Robocop já não seja o bastante, até pelas próprias raízes do personagem Dredd, mas ainda é bem válido.

A falar de atuações, Karl Urban manda muito bem como Dredd e junto com ele temos Olivia Thirlby que faz a personagem Anderson, uma juíza em seu primeiro dia que deverá ser avaliada pelo Dredd. O filme concentra o foco nesses dois personagens e cada um ajuda o outro a se desenvolver.

O visual do filme é fantástico, assim como as cenas de ação. A violência é forte, mas não gratuita. O que me incomodou um pouco foram certas cenas de slow motion com partículas, cristais e outras paradas “mucho lokas” que estão ali por causa do 3D. Dramaticamente, a desculpa do filme para o uso do slow motion, que é nada mais nada menos que o efeito de uma droga nova de Mega City, até que se justifica muito bem, mas não deixa de ser uma desculpa para usar o 3D e incomoda as vezes, mas nada que estrague o filme. Também senti que o clímax do filme poderia ser mais intenso, mas fica como opinião pessoal minha.

Ao final, é uma pena Dredd ter ido mal de bilheteria, pois o filme é ótimo e merecia mais. Ele tem uma grande cara de fan film, por ter todo um cuidado e uma naturalidade, até por que ele é uma produção independente, que cairia muito bem em vários personagens.

Nota 9,5 para Dredd.

Mundo Bignada, onde nada é um novo mundo e nada é Dredd.

Por Akanadin.

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