O Dilema do Espantalho

Revivendo o Dilema do Espantalho.

Espantalho
Espantalho

Um espantalho (Em inglês, Scarecrown) é um boneco de palha criado para espantar corvos que devoram as plantações, usamos uma plantação de milho. Os corvos apareciam, o fazendeiro corria e os assustava. Um dia, o fazendeiro se cansou de correr e colocou um espantalho no meio da plantação para que os corvos pensassem que algum estava lá vigiando.

Bom, chega de história. Pensemos agora: Eu tenho uma plantação. Eu não desejo que nenhum corvo ataque minha plantação. Eu coloco um espantalho. Nenhum corvo aparece. Será o espantalho realmente responsável por assustar os corvos ou eles não aparecem por outro motivo? Será que se os corvos vierem, o espantalho vai assustá-los? Se os corvos vierem e não se assustarem, seria o espantalho inútil? Realmente inútil?

Mudemos os fatos: Pense numa pedra. Eu digo: “Esta pedra serve para manter ursos longe”. Olhamos em volta e eu digo: “Viu! Não há nenhum urso aqui. A pedra funciona!”. Será mesmo? Pensando rapidamente, parece verdade, mas não é tão simples.

Outro exemplo: O paciente vai ao médico e diz que está doente. O médico pergunta ao paciente o que ele sente, mas o paciente não sabe ao certo. O médico analisa o paciente com todos os testes, porém nada de anormal encontra. Mesmo assim, o paciente diz estar doente, diz estar se sentindo mal. Então o médico tem uma idéia. Ele receita um remédio ao paciente, diz para ele tomar todos os dias até ficar bom. Em dois dias, o paciente liga para o médico e diz estar totalmente recuperado, agradece e se despede. O paciente se recuperou em dois dias tomando placebo. Água com açúcar.

Água com açúcar não tem nenhum valor medicinal, porém o paciente se recuperou tomando o placebo. Afinal, o placebo teve ou não teve efeito? Não se pode dizer se o paciente ganhou forças e esperança para se recuperar tomando aquilo ou se ele somente precisava achar que estava se recuperando para se recuperar.

Bom, talvez o espantalho nada faça talvez ele faça alguma coisa, ou ambos. O espantalho passa a segurança de estar fazendo alguma coisa, mesmo nada fazendo. É como um seguro de vida: Você possui para o caso de se acidentar, mas espera nunca usar, pois nunca deseja se acidentar, mas continua pagando todo mesmo para quando se acidentar o seguro cobrir, mas se o acidente aconteceu você estava mesmo seguro? Segurança não é prevenir o acidente para começo de conversa? Se a pessoa morrer, de que vale o seguro para ela?

Se as pessoas desvalorizam tanto o nada, por que pagam tanto para nada ter? O nada tem seu valor sim quando usado de forma certa. O nada é muito maior do que tudo. Tudo tem um limite, mas o nada é sem limite.

Somos violadores. Transformamos o nada em alguma coisa e damos algum sentido. Nunca criaremos tanto, a ponto de não faltar nada a ser criado, pois tudo que não existe é o nada.

Bignada, onde nada é desperdiçado e nada é levado a você.

Por Josymandias.

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