Crítica: Happy Feet 2

Happy Feet Two
Happy Feet Two

Após o grande filme que foi o primeiro Happy Feet, filme que eu demorei a dar o devido valor, a Warner nos entrega outro espetáculo visual que é Happy Feet 2. O filme mantém o padrão de animação, agora com uma história mais despretenciosa, mas ainda com o fator da crítica ecológica, além de trabalhar assuntos como aceitação e preconceito. Inicialmente, ele se parece muito com o primeiro filme. A idéia é fazer uma rápida inversão de papéis quando o protagonista do primeiro filme é quem tem de aceitar as diferenças de seu filho para com o resto dos pinguins. Nesse aspecto, o filme surpreende ao fugir da velha fórmula do filho dar uma lição de moral ao pai de forma superficial e previsível. Ambos os personagens amadurecem juntos, cada um como precisa na situação em que estão. Não vou me estender mais para evitar spoilers.

O filme é mais simples que o primeiro e menos ambicioso, pelo menos eu achei. Aqui temos uma catástrofe que gera uma situação claustrofóbica, o que dá tensão ao filme e concede imprevisibilidade a ele, até certo ponto.

Happy Feet 2
Happy Feet 2

Inicialmente, eu achei que o filho, Erik (Ava Acres) iria tomar lugar o lugar de Mumble (Elijah Wood) como protagonista, mas não é bem isso o que acontece, o que me agradou muito. Alguns personagens ficam mais apagados aqui como Gloria (Pink) que tem menos tempo em cena, Ramon e Amoroso (Robin Williams), além do resto daquele grupo de pequenos pinguins, para dar lugar a personagens novos como Sven, de importante função no filme, um elefante marinho e também dois Krills de nome Will e Bill, que protagonizam uma trama paralela no filme e também servem de alívio cômico de certa forma.

O ponto forte do filme é a parte gráfica. Visualmente, ele consegue ser tão impressionante ou até mais do que o primeiro. Tudo no filme é belíssimo, uma animação de primeiro. O filme também é musical como o primeiro. Há alguns recursos de trama meio batidos como o herói que substitui a figura do pai e a questão da dívida improvável, mas eu achei bem usado no filme.

Enfim, o filme é um espetáculo visual. Menos ambicioso do que o primeiro, ainda assim ele consegue ser forte para as crianças que irão assistir com personagens cativantes e humor bem dosado e para o público mais maduro como tiradas inteligentes e uma trama tensa e instigante com o que há de melhor em animação.

Nota 10,0 para Happy Feet 2.

BignadaQuasar, onde nada é cósmico e nada é Happy Feet Two.

Por Akanadin.

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