CRÍTICA: Um milhão de maneiras de se pegar numa pistola

A sátira divertida e exagerada de faroeste do Seth McFarlane.

A Million Ways to Die in the West

A Million Ways to Die in the West

E Seth McFarlane lança seu segundo longa-metragem e desta vez atuando em carne e osso, não apenas a voz como em Ted. O filme mantém a mesma fórmula do McFarlane que é uma história simples com uma estrutura de clichês comuns, mas satirizando a si mesmo e o gênero, além de extrair todo tipo de piada e tirada que aquela situação permite. É basicamente uma paródia da vida no velho oeste que foi glamorizada no cinema, mas na verdade era uma merda, você podia literalmente morrer de mil maneiras.

Apesar da ideia bem sacada, o filme é bem problemático, ele não é tão redondo quanto Ted, e muitos vão achar o filme muito apelativo. Eu particularmente me diverti muito com o filme. Tem um bom ritmo, são duas horas e quarenta minutos que passam tranquilamente, mas eu até entendo quem não gostou, o filme não é tão fácil.

A Million Ways To Die In The West - Poster Vintage

A Million Ways To Die In The West – Poster Vintage

Tecnicamente o filme é bem simples, faz o que é preciso ainda mais para uma comédia. O filme praticamente todo se passa em uma pequena cidade no meio do oeste americano e tenta recriar a ambientação e figurinos de filmes de faroeste consagrados, só que com um clima mais leve, até porque é uma comédia. A cenas de morte e sangue no filme, mas tudo é amenizado, até por tudo ser piada e pelo CGI propositalmente ruim como na cena do bloco de gelo, então o filme não tem nenhuma cena pesada nesse sentido, mas ele é mais pesado nas piadas sexuais e escatológicas, isso sim é mais impactante.

Todo o elenco parece bem a vontade no filme. Seth MacFarlane faz um pastor de ovelha que é um típico perdedor que perde a mulher e ao longo do filme vai ter se superar. O mais legal é como todos os atores estão dispostos a passar por situações extremas, senão nenhum deles ficar de frescura, se me permitem dizer. Só achei que o Lian Nelson podia ser melhor aproveitado, além de uma ou outra coisa, como dois personagens que não são realmente importantes para o filme, são uma piada paralela, além da Charlize Theron simpatizar muito rápido com o McFarlane, mas isso até relevo.

Um milhão de maneiras de se pegar numa pistola

Um milhão de maneiras de se pegar numa pistola

Não poderia deixar de comentar sobre três fantásticas aparições especiais no filme sendo que duas acontecem durante o filme e uma é a cena pós-créditos que não vou spoilar aqui. Como tudo que o Seth faz, o filme é cheio de referências, algumas bem fáceis de entender e explícitas e outras mais difíceis de pegar com a necessidade de uma bagagem que as vezes nem os fãs dele tem sendo preciso até uma pesquisa. São essas camadas de piada que dão um toque especial a esses filmes.

Um milhão de maneiras de se pegar na pistola é um filme divertido com todo aquele clima e mesma fórmula de Family Guy e Ted, apesar de não ser tão bem executado quanto eles. Politicamente incorreto, não é um filme para todos, assim como Ted e Family Guy também são, então é vai agradar um certo nicho e desagradar muita gente, mas eu recomendo, ainda mais se você já gostar do trabalho do Seth McFarlane, mesmo não sendo este o melhor trabalho dele. Então.. . No aguardo do próximo filme do cara.

Nota 7,5 para Um milhão de maneiras de se pegar numa pistola.

Mundo Bignada, onde nada é um novo mundo e nada é A Milion Ways to Die in the West.

Por Akanadin.

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