CRÍTICA: Samurai X – The Legend Ends

Um marco e clássico das adaptações de anime/mangá.

Rurouni Kenshin - The Legend Ends
Rurouni Kenshin – The Legend Ends

E a trilogia Rurouni Kenshin se torna uma das melhores trilogias de todos os tempos e agora uma das minhas preferidas. Também é uma das melhores adaptações de um obra literária para cinema, transpondo de forma magistral o mangá para live action.

Há um tempo atrás saíram dois OVAs de Samurai X que resumiam a saga do Shishio em apenas duas partes. Com combates rápidos e violentos e um final alternativo para a saga, serviu meio que prévia para a trilogia Samurai X que ficou meio que num meio termo: O ritmo dos OVAs e o aprofundamento do mangá. É um filme, sendo uma mídia diferente de um mangá que tem dezenas de capítulos, deve ter o seu próprio tom e a trilogia Samurai X é uma realização emocionante para os fãs de Rurouni Kenshin e os fãs de anime e mangá.

Rurouni Kenshin – The Legend Ends

Posso tranquilamente fazer uma paralelo de Samurai X com a The Raid Redemption como sendo as melhores coreografias de luta que já vi em muitos anos. É de cair o queixo o que eles conseguiram fazer e neste filme chega ao ápice com duelos de espada fantástico, a ação é um ponto fortíssimo de The Legend Ends. Um meio termo entre as lutas fantásticas do anime/mangá com um estilo de luta pé no chão, somente efeitos especiais práticos, sujo e violento. Nesse ponto, o filme é simplesmente impecável.

Shishio é até mais brutal no filme do que ele é no mangá e a sua luta é mais difícil, ele chega a enfrentar os quatro heróis AO MESMO TEMPO numa sequência de ação fantástica. Além dessa cena, temos dois excelentes duelos entre Kenshin e Aoshi e também o segundo combate entre Kenshin e Soijiro, sem esquecer da luta entre Sano e Anji. A trilha sonora do filme é a mesma do segundo e é muito boa.

Rurouni Kenshin – The Legend Ends (2014)

Novamente, o ponto fraco do filme são alguns personagens que não puderam ser melhor aproveitados. O grupo Juppongatana praticamente não tem relevância nenhuma na trama e a redenção de Aoshi é pouco explorada. A trilogia é centrada no protagonista Kenshin Himura e os coadjuvantes servem para dar apoio ao desenvolvimento dele ou são homenagens ao mangá mesmo. Mesmo assim, não tira o brilho dos filmes para mim.

Em suma, o filme é sensacional. Com as melhores lutas e coreografias de duelos de espada que já vi, uma história coesa que adapta muito de forma esplêndida o mangá e ainda funciona sozinha, com o filme ao mesmo tempo trazendo passagens idênticas as do mangá e também seguindo o seu próprio caminho, sendo que o primeiro filme tinha um ar mais experimental, ele era esquisito em alguns momentos, mas é compreensível, pois não se sabia ao certo se iria emplacar, e os dois últimos são próximos de um anime em termos de ritmo.

NOTA

10

Mundo Bignada, onde nada é um novo mundo e nada é Samurai X – The Legend Ends.

Por Akanadin.

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