CRÍTICA: Mad Max – Estrada da Fúria

O retorno do guerreiro das estradas.

Mad Max - Fury Road (2015)
Mad Max – Fury Road (2015)

Passados 30 anos após o último filme de Mad Max, e muitos filmes derivados que vinheram na onda, George Miller retorna na direção e o resultado tão bom quanto o clássico Mad Max – The Road Warrior, o segundo filme, sendo ele ao mesmo tempo uma continuação do terceiro quanto um remake, pois ele segue a história anos além do apocalipse nuclear, mas também utiliza a mesma estrutura do segundo filme e não reconta praticamente nada do filme anterior, apenas cita e mostra rapidamente a morte da mulher e filha do Max, principal motivação do protagonista.

O grande ponto do filme é o visual, elevando ao quadrado toda a ambientação e estilização dos antigos. Figurino e maquiagem espetaculares, os bandidos, carros e cenário são um show de cuidados e detalhes e praticamente toda a ação do filme é feita com efeitos práticos. Com uma história muito simples, 90% da ação se passa dentro de um caminhão e é basicamente um filme de perseguição no deserto, mais do que os antigos. Saem os punks e entram os skinheads. esta é uma nova versão de Mad Max para os dias modernos.

Mad Max Fury Road

 

Tom Hardy funciona muito bem como Max, fazendo a figura do forasteiro de uma terra distante que vem como um deu ex machina para resolver uma situação quase impossível e dar um pouco de esperança mesmo que ele próprio não a tenha. Charlize Theron faz a segunda protagonista do filme. Hugh Keays-Byrne faz o vilão Immortan Joe que é um ser deformado, pertubador e horrendo sendo ele considerado um deus para toda uma seita controlada por ele e, de baixo para cima, temos centenas de seus seguidores e o foco vai para o personagem Nux vivido pelo ator Nicholas Hoult (O Fera de X-Men Primeira Classe) que é um personagem bem interessante por mostrar mais dessa religião Neo-Nórdica desses Skinheads.

A trilha sonora é bem tensa, cumprindo seu dever de acompanhar as cenas de perseguição alucinantes, mas não é tão marcante quanto o filme antigo. O destaque vai para a edição e mixagem de som. Tecnicamente não há muito o que reclamar do filme.

Mad Max – Estrada da Fúria

 

Se tiver de falar de defeitos, mencionaria a falta de surpresa do roteiro, pois ele é muito parecido com o segundo, além de que o filme poderia ser mais violento onde, apesar de ser pesado sim. Além disso, o personagem do Max acaba sendo ofuscado pelos demais coadjuvantes, principalmente pela Furiosa, apesar de o Max realiza aqui o mesmo papel do que no filme antigo. Outra coisa seria uma melhor contextualização para o público geral, mas são pequenos detalhes que não desmerecem o filme.

Em suma, o filme é excelente. Com poucas ressalvas, é um filme que recomendo fortemente, exceto para crianças pequenas por ser um filme pesado, cheio de coisas bizarras. Os fãs de Mad Max com certeza irão gostar muito do filme, ação como os fãs de filmes de ação e mundos pós-apocalípticos. Um dos melhores filmes do ano fácil.

Nota

9

Mundo Bignada, onde nada é um novo mundo e nada é Mad Max – Estrada da Fúria.

Por Akanadin.

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