CRÍTICA: Batman – A Piada Mortal (2016)

CRÍTICA: Batman – A Piada Mortal (2016).

Uma piada mal contada.

Crítica - Batman - A Piada Mortal
Crítica – Batman – A Piada Mortal

E finalmente Batman – A Piada Mortal sendo adaptada para fora dos quadrinhos e talvez seja o último trabalho famoso do Alan Moore que faltava ser adaptado (Monstro do Pântano, Do Inferno, Liga da Extraordinária, V de Vingança, Watchmen e agora Piada Mortal já tem filmes) e meio que a maldição do Alan Moore continua onde suas obras são distorcidas em suas adaptações.

Batgirl (Batman – A Piada Mortal)

A primeira metade é a a história do último caso da Bárbara Gordon como Batgirl. Bem fraco, vemos a Bárbara Gordon envolvida num “triângulo amoroso” entre ela, o Batman e um marfioso genérico. Ela é apaixonada pelo Batman, resgatando um plot dos anos 90, que não corresponde e o marfioso tem uma louca obscessão por ela. Ficou bem boba essa versão da Batgirl e ainda tem a adição de um amigo homossexual esteriótipo para quem ela se confessa, ficou parecendo comédia romântica da Lindsey Lohan.

Na real, não serve para nada esse prólogo. Faria muito mais sentido usar um prólogo focado no Coringa e Batman, afinal de contas Piada Mortal é sobre isso e não sobre a Batgirl. Poderiam ter aberto o filme com o primeiro confronto do Batman com o Coringa e depois feito uma sequência de cenas passando o tempo para mostrar que eles já tem um histórico longo.

E ainda tem a cena de sexo entre o Batman e a Batgirl no mesmo da cobertura de prédio que causou uma boa polêmica.

Coringa (Batman – A Piada Mortal)

A segunda metade é adaptação de verdade do quadrinho Piada Mortal. Tudo está lá, com o acréscimo de algumas coisas como a desnecessária cena do Batman interrogando as prostitutas sobre o Coringa e a cena pós-créditos da Oráculo.

Esse sim é o filme de verdade e até faz jus aos quadrinhos, mas não supera, pois o quadrinho original tem toda uma riqueza visual que essa animação não tem. Surpreendentemente, o traço é muito próximo dos quadrinhos, mas, por exemplo, a cena do Gordon sendo torturado no trenzinho e o Coringa cantando é bem mais psicodélica nos quadrinhos.

Batman – A Piada Mortal (2016)

Como já disse, as duas metades da animação não entram em harmonia. Não foi feito o entrelaçamento direito e parecem dois episódios distantes de uma série. Deram muito destaque para o personagem errado que é a Batgirl. Poderíamos até tentar relacionar o drama da Batgirl ao espancar o mafioso com a origem do Batman e do Coringa em ficar frente ao abismo, mas no caso dela não chega nem perto de ter o mesmo peso.

Em suma, Batman – Piada Mortal é uma boa animação, bem melhor que as últimas baseadas nos Novos 52, principalmente as do próprio Batman, tanto em traço quanto história, mas eles auto-sabotaram o filme com as escolhas que eles tomaram. O quadrinho original ainda é a versão definitiva e é superior a este filme.

Nota

6,7

PS.: A animação tem uma cena pós-créditos mostrando a Bárbara Gordon se tornando o Oráculo.

Mundo Bignada, onde nada é um novo mundo e nada é Batman – A Piada Mortal (2016).

Por Bruno Akanadin.

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Autor: Akanadin

Akanadin, o criador e dono do blog Mundo Bignada.

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