CRÍTICA: Moana: Um Mar de Aventuras (2017)

CRÍTICA: Moana: Um Mar de Aventuras (2017).

Wind Waker da Disney.

Moana - Um Mar de Aventuras (2017)
Moana – Um Mar de Aventuras (2017)

E neste começo de ano tivemos a estreia de Moana, novo filme de princesa da Disney. Mais do que um filme de princesa, é também um grande filme de aventura com uma mitologia muito interessante sendo abordada.

Uma mistura de filme de princesa com Thor da Marvel e The Legend of Zelda – Wind Waker, Moana é um cresce nesta nova era de animações da Disney que começou com Princesa e o Sapo/Enrolados.

Moana
Moana

Seguindo a atual tendência do mercado, Moana é uma personagem feminina bem forte. Ela só é considerada uma princesa porque o chefe da ilha é o seu pai. Moana, como filha, irá suceder o pai como chefe, mas o seu verdadeiro desejo é explorar o oceano, então há todo aquele conflito entre eles, o que gera toda a superação da personagem.

Maui é um semi deus e é tido no começo do filme como um grande vilão, mas na verdade ele antes era tido como um herói entre os mortais e uma decisão errada o levou a causar um grande perigo a Terra. Na verdade, o filme não tem um vilão principal, aquele universo é meio que suficiente como desafio para Moana e Maui.

Eu só não gosto dessa fórmula padrão de Girl Power onde a mulher tem que se provar como valorosa ridicularizando o homem. Acho preguiçoso esse argumento e muito batido já, mas a amizade entre Moana e Maui funciona muito bem, então não comprometeu o filme.

Moana
Moana

O filme é visualmente impressionante. A água do oceano é muito bonita, sem falar de todos os cenários. O cabelo dos personagem é bem feito como em Valente da Pixar, onde eles tem todo um cuidado de mostrar o cabelo seco, molhado, com areia, etc… Não poderia deixar de mencionar o final do filme que é de cair o queixo.

As músicas de Moana são muito boas. Não tem uma canção tem marcante quanto Let it Go de Frozen, mas a música se destaca pela variedade e por misturar com idioma da Polinésia, fisgando seus ouvidos pelo ritmo e sentimento e não pela letra. O destaque vai para as canções We Know The Way e You´re Welcome do The Rock.

Moana
Moana

Moana tem alguns problemas. Algumas coisas do filme são mal resolvidas como Maui não conseguir usar os poderes quando recupera o Anzol mágico sem explicação (Fica subentendido que o poder depende do estado de espírito e heroísmo dele, mas não é dito) e então ele recupera sem grande esforço do roteiro. Não é explicado como a avó de Moana sabe tudo que sabe nem porque ela é daquele jeito. Passado de Maui também poderia ser melhor explorado. Aparecem piratas com corpo de coco do nada e depois somem, além do Essas coisas em somatória acabam incomodando no filme no fim das contas.

Além disso, há um coadjuvante mascote no filme muito desnecessário. Um galo com deficiência mental que acompanha Moana por acidente em toda viagem e só tem a função de realizar uma pequena coisa no fim. Sem dúvida, está ali só para agradar as crianças pequenas que assistirem o filme.

Moana: Um Mar de Aventuras
Moana: Um Mar de Aventuras

A dublagem do filme ficou boa. Não tem um nome de peso (Guilherme Briggs dublou o Maui apenas nos trailers, não entendo o porquê), mas é muito competente. Há quem reclame da adaptação das canções, mas fizerem um trabalho competente. Não assisti o filme em 3D, mas as últimas animações da Disney usaram bem o 3D.

Em suma, Moana é uma excelente animação. Não acho melhor do que Frozen, mas gostaria que mais filmes da Disney tivessem esse clima de aventura daqui para frente, pois me agrada mais. Sem falar da rica mitologia que o filme abordou que o tornou muito interessante, uma cultura que não me lembro de ter sido mostrada em um filme recente. Filme altamente recomendado.

Resumo da Crítica:

Prós:

-Bons protagonistas

-Animação muito bem feita e visual impressionante

-Canções muito boas

-Uma grande aventura e mitologia muito rica

Contra:

-Detalhes mal explicados

-Fórmula batida do Girl Power

-Personagem alívio cômico desnecessário

NOTA

9,4

Mundo Bignada, onde nada é um novo mundo e nada é Liga da Justiça Sombria (2017).

Por Bruno Akanadin.

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Autor: Akanadin

Akanadin, o criador e dono do blog Mundo Bignada.

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