Watchmen 2 – Continuação da Obra de Alan Moore quase saindo no papel e Andy Kubert escolhido para desenhista

Watchmen 2

Watchmen 2

“Fontes do bem-informado Bleeding Cool na DC Comicsacabam de revelar ao site que Andy Kubert assinou contrato para ser um dos ilustradores das quatro novas minisséries de Watchmen que a editora está produzindo.

As histórias serão prelúdios à obra de Alan Moore eDave Gibbons. Outros autores que circulam o projeto sãoDarwyn Cooke, J. Michael Straczynski, J.G. Jones e o próprio Gibbons, ao lado do colorista do original, John Higgins.

A DC ainda não se manifestou sobre as HQs, mas tudo indica que o projeto é real e está andando rápido lá dentro. Alan Moore, obviamente, é contrário à ideia. Aguarde novidades”.

Fonte:

http://omelete.uol.com.br/quadrinhos/watchmen-2-andy-kubert-sera-um-dos-desenhistas/

“O ponteiro de sangue move-se em direção a meia noite e mundo acabará de fato quando quem vigia os vigilantes publicar esta abominação”

Eu não o que será pior: Se realmente lançarem Watchmen 2 ou se realmente lançarem Akira – O Filme versão americana? Não tem como dar certo esse tipo de coisa.

BignadaQuasar, onde nada é cósmico e nada é Watchmen 2 is comming.

Por Akanadin.

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Alan Moore Especial: A Vida, o Destino e o Legado de Alan Moore

Alan Moore

Alan Moore

“Alan Moore (Northampton, 18 de novembro de 1953) autor britânico de histórias em quadrinhos.

Sua infância e adolescência foram conturbadas, devido à influência da pobreza do seu meio social e da família[carece de fontes?]. Quando jovem, foi expulso de uma escola conservadora e tal motivo fazia com que outras escolas que Moore quisesse estudar não o aceitassem. Com 18 anos, estava desempregado e sem nenhuma formação profissional.

Porém, Moore começou a trabalhar na revista Embryo, um projeto elaborado junto com amigos. O seu convívio na área fez com que se envolvesse com o Laboratório de Artes de Northampton. Lá, conheceu Phyllis, com quem se casaria em 1974. Teve duas filhas com ela: Leah e Amber.

Alan Moore trabalhou em 1979 para a revista semanal musical Sounds. Como cartunista, escreveu e desenhou uma história de detetive chamada Roscoe Moscou, utilizando o pseudônimo “Curt Vile”. Avaliando seus trabalhos, Moore concluiu que não era um bom ilustrador, o que o fez centrar seu trabalho em escrever histórias.

Suas primeiras contribuições de ficção foram para o Doctor Who Weekly e o famoso título 2000 A.D., onde elaborou várias séries populares, como D.R. & Quinch, A Balada de Halo Jones e SKIZZ.

Em seguida, Alan trabalhou para revista britânica Warrior. Nela começou a escrever duas importantes séries em quadrinhos. V de Vingança foi um conto sobre a luta pela dignidade e liberdade numa Inglaterra dominada pelo fascismo, e Marvelman, conhecido nos Estados Unidos como Miracleman. Ambas as séries conferiram a Moore o título de melhor escritor de quadrinhos em 1982 e 1983 pela British Eagle Awards.

Para a DC Comics escreveu as histórias de conteúdo ecológico do Monstro do Pântano, ficando conhecido no mercado americano. Nessa sequência de histórias introduziu o personagem John Constantine, que posteriormente teria sua própria revista, Hellblazer.

Watchmen

Atenção: Spoilers (partes reveladas sobre a história) desse ponto em diante.

No início de 1985, a DC Comics abordou o roteirista britânico Alan Moore, propondo uma série com os personagens clássicos recém adquiridos da extinta Editora Charlton. Dentro de semanas, Moore apresentou ao editor Dick Giordano um esboço do enredo intitulado, provisoriamente, Watchmen (“Vigilantes”), propondo uma parceria com o desenhista David Gibbons. O título é inspirado na frase retirada da Sátira VI do filósofo Juvenal (60-127 AC), quis custodiet ipsos custodes ( “Quem vigia os vigilantes?”), transpondo a crítica da sociedade romana para um universo no qual combatentes do crime despertam a ira e desconfiança da própria população civil que almejam proteger.

O ponto de partida da HQ foi premissa já explorada por Moore em Miracleman: qual seria o real impacto da presença de vigilantes e super humanos em nosso mundo? Ao levar tal questionamento às últimas conseqüências, o autor britânico surpreendeu os próprios editores da DC, que acharam sensato o escritor deixar intocados os personagens da Charlton, criando seus próprios. A proposta de Moore era tão revolucionária que, após a conclusão da série, reinserir os mesmos no inocente e pueril universo DC seria tarefa impossível.

Watchmen expõe ao leitor uma galeria bizarra e demasiadamente humana de combatentes do crime, em sua maioria detentores de distúrbios mentais e sexuais, solitários, confusos e aterrorizados quanto à impotência de suas ações frente ao iminente holocausto nuclear. Moore caracteriza seus personagens de forma tão realista e implacável que é praticamente impossível, após a conclusão da série, levar o conceito de “super-herói” novamente a sério.

O enredo se inicia com o mundo à beira de uma guerra nuclear, tendo como pano de fundo o ápice da guerra fria. No universo engendrado por Moore, graças ao super ser conhecido como Dr. Manhatan (semi-deus fruto de um acidente nuclear e único personagem com poderes sobre humanos, utilizado como arma militar pelo governo americano), os Estados Unidos venceram a Guerra do Vietnã e Richard Nixon sobreviveu ao escândalo Watergate, modificando a Constituição e sendo reeleito duas vezes. A série se estende da década de 30, início do advento dos “combatentes do crime”, ao ano de 1985, no qual a história é inicialmente situada.

Moore insere no enredo diversos elementos do mundo “real” (o próprio Nixon, citações a diversos compositores e romancistas, a candidatura de Ronald Reagan à presidência dos EUA), modificando pontualmente o universo da HQ em conseqüência dos efeitos, naquela realidade, do surgimento dos “super–heróis”. Em 1977 é aprovada a lei Keene, que torna os vigilantes ilegais, exceto o Dr. Manhattan e o psicopata e amoral Comediante, ambos exercendo suas atividades sob tutela estatal. Após o implemento da lei, fruto de sucessivas greves da polícia e manifestações da população civil, a maioria dos vigilantes se aposenta. Adrian Veidt, vulgo Ozymandias, considerado o homem mais inteligente do planeta, sai de cena para se tornar líder de um bilionário império multinacional. A velha guarda dos vigilantes encontra-se aposentada e à mercê dos próprios fantasmas, enquanto Rorschach, caricatura fascista de extrema direita, mantém solitariamente suas atividades às margens da lei.

A série tem início quando o vigilante resolve investigar o assassinato de Edward Blake, diplomata posteriormente revelado como alter ego do Comediante. Quando Dr. Manhattan se exila da Terra por ter perdido o interesse na raça humana, a Rússia imediatamente invade o Afeganistão, colocando o planeta à beira de um impasse nuclear. As descobertas que se sucedem revelam uma conspiração de implicações colossais, permitindo ao autor explorar fartamente temas como paranóia, determinismo, megalomania e relativismo moral.

A série ganhou vários prêmios Eisner e o mais cultuado prêmio de ficção científica da época, Hugo, até então limitado exclusivamente à literatura. Ao abordar temas habitualmente alheios ao terreno das HQs (metalinguagem, matemática fractal, teoria do caos, ultra realismo, inúmeras referências literárias e musicais), Moore expandiu os limites da mídia a confins inimagináveis anteriormente, abrindo precedente para os méritos e aberrações ocorridos nos quadrinhos nas décadas seguintes.

Watchmen tornou-se um fenômeno da cultura pop, tendo sido seu autor arremessado, a contra gosto, à posição de celebridade instantânea. Alan Moore passou a conceder entrevistas à programas televisivos, shows de variedades e até revistas de pornografia. Chegou a ser encurralado diversas vezes por multidões de jovens ávidos por sangue em convenções de quadrinhos, motivo pelo qual nunca mais voltou a frequentá-las. Para se obter a dimensão do impacto da obra: a Revista Time elegeu Watchmen como um dos 100 romances mais importantes do século XX.

Talvez o elemento mais significativo da série não seja apenas o desenrolar da história, e sim a complexidade suntuosa do roteiro elaborado pelo autor. Moore, conhecido no meio por sua obsessão meticulosa por detalhes (diversas vezes descrevendo um único quadro por páginas a fio), permeia o roteiro com nuances, níveis de interpretação e imagens recorrentes dignas de um fractal, exibindo um intricado caos semiótico nunca visto no formato. Manipulando recursos inovadores de narração, o talentoso roteirista eleva os quadrinhos da condição de primo inferior do cinema, estático e mudo, à forma de arte independente e singular.

Em qualquer outra mídia, Watchmen teria tornado Alan Moore e David Gibbons milionários. No contexto da época, ambos não tinham consciência de que a obra perduraria pelas décadas seguintes, e assinaram inocente contrato em que os direitos da HQ seriam a eles revertidos quando a mesma estivesse esgotada. A série foi editada anualmente nos últimos vinte anos, tornando-se um dos produtos mais rentáveis da história da DC Comics, e pertence ainda de forma integral à editora. Moore, sempre iconoclasta, recentemente solicitou que seu nome fosse retirado das novas edições, afirmando que sua criação lhe havia sido roubada. Outras questões relacionadas ao pagamento de royalties na época da publicação levaram ao rompimento do autor com a DC, passando a trabalhar para editoras independentes, vindo a fundar sua própria, Mad Love Publishing, em 1989.

Transcendendo mero tributo ao gênero, Watchmen se mostra, mesmo após duas décadas, não apenas o assassinato definitivo dos “super-heróis”, mas talvez a mais complexa e bem sucedida autópsia do cadáver já realizada.

Além dessas obras citadas acima, devemos destacar As Aventuras da Liga Extraordinária, uma obra cheia de simboligismo; Top 10, uma nova maneira de ver o universo de super heróis e Promethea, com um roteiro surprendente em um universo cercado por alquimismo, magia Xamã, e outras magias.

Alan Moore e o cinema

A primeira adaptação cinematográfica de uma história sua foi o filme Do Inferno (2001), sucesso de público e crítica, embora “enxugue” muito do texto original. Na verdade o potencial intrincado da trama não foi realmente explorado para que fosse feito um filme mais palatável ao grande público, o que se tornaria frequente nas adaptações das obras de Moore. Depois, A Liga Extraordinária. Fracasso de público e crítica. Em seguida, Constantine. Críticas boas, mas nem tanto de público. E muitos se ofenderam com o fato de, no filme, Constantine ser americano, viver em Los Angeles, ter cabelos negros e usar um casaco preto (a caracterização original é cabelo loiro, inglês, vive na Inglaterra e usa um sobretudo bege). E finalmente, V de Vingança. Essa foi um sucesso de crítica e público, mas Moore não gostou e tirou seu nome dos créditos, ainda tendo declarado que o roteiro era cheio de “buracos”. A última adaptação de uma obra de Moore foi Watchmen, dirigido por Zack Snyder, com roteiro do diretor, junto com Alex Tse.

Alan detestar, declaradamente, a ideia de adptarem suas obras para o cinema, e nunca se envolve nas produções.”

Fonte:

I’m sorry Alan Moore. You fail! You epic fail! Watchmen não conseguiu acabar com o gênero de super-herois. Watchmen somente forteleceu ainda mais o gênero de super-herois dos quadrinhos. Não… Watchmen moldou o gênero de super-herois nos quadrinhos para o que eles são hoje. Essa é a verdade. Ele foi ingênuo ao pensar que iria mudar o gênero e ele já percebeu isso. Ele disse em uma entrevista recente que se pudesse traria o Batman de Adam West de volta aos quadrinhos, tamanho é o seu arrependimento em tornar as comics tão violentas com suas obras. Falando por minha parte, Watchmen, a história em quadrinhos e não Slow Movie do cinema, é uma história muito bem escrita e a única parte chocante é o final, da história original lembrando. Nessa linha de pensamento, V de Vingança é mais bem escrito que Watchmen, mas os traços de V de Vingança são muito inferiores aos de Watchmen. Diga-se de passagem, V de Vingança tem o mesmo traço que The Dark Knight Returns. São duas histórias fodasticas e isso ninguém nega, mas nínguem nega que os traços são ruins, diga-se de passagem, pois Frank Miller fez aqueles desenhos de Cavaleiros das Trevas propositalmente, diga-se também de passagem. Enfim, Alan Moore amarga a decepção de sua obra ter sido mais reconhecida pelo traço do que história e de somente ser reconhecida anos depois quando ele realmente recebeu prestígio pelo seu talento nos E.U.A.

Skrull Alan Moore

Skrull Alan Moore

Alan Moore foi efecazmente, eficientemente, efetivamente e espetacularmente em conseguir objetivar o que queria na época que era acabar com o gênero de super-herois. Entretanto, isso não era realmente o que ele pensava que era e queria que fosse, pois os quadrinhos se tornaram violentos e terríveis como Watchmen. Em minha humilde vidinha como Marvete, minha vida não mudou depois de ler Watchmen. Um história com o Justiceiro, o Mancha, Elektra Amarela, Surfista Azul, Homem de Ferro Aviário. Alan Moore não é um fracassado e Watchmen é excelente, mas acho que Watchmen – O filme, não faz justiça a obra original. O diálogo em Marte foi reduzido e mastigado, a investigação do Rorcharch não tem nenhum foco, o ator que faz o Ozzymandias é péssimo e canastrão, Coruja e Espectral são dispensáveis e protagonizaram a cena de sexo mais constrangedora da história do cinema ao som de “Aleluia”, o pinto do Manhatan causa risos (Tudo bem, dessa vez é que esse tipo de coisa no cinema isso é cômico) e mais importante: O final do filme é idiota. Nas HQs, Ozzy utiliza uma lula gigante extraterreste para matar as pessoas. A idéia seria uma invasão alienigena para o mundo se unir. Já no filme, Manhattan pega a culpa e o mundo fica em paz. Ridículo. Dr. Manhattan não é Deus. Seria o mesmo que o Superman ficasse louco e destruisse várias cidades. O mundo não ia ficar em paz, iam atacar os E.U.A. Com certeza a Rússia pensaria assim e lideraria uma investida contra os E.U.A. Enfim, Zack Snyder é um babaca. 🙂

Alan Moore é contra qualquer tipo de adaptação de quadrinho nos cinemas, dizendo que são mídias diferentes. Isso é bem verdade, mas nunca vai impedir hollywood de fazer. Ele foi novamente bem ingênuo. Tudo, TUDO, ABSOLUTAMENTE TUDO, que tiver potencial de lucro é explorado até o tutano e todos que lucro ou Alan Moore escrevia por caridade? Não. E apesar de Alan Moore detestar suas obras no cinema, elas deram lucro, porque Hollywood sabia do potencial de lucro delas, ou seja, Alan Moore é o bobo da casca do ovo por pensar que não iam fazer isso. Em entrevistas recentes, ele disse que gostaria de trazer o Batman de Adam West de volta, mas seria completamente rejeitado. Se ele o tivesse o feito antigamente, ele nunca teria tido tanto prestígio quanto ele tem, seria somente mais um no mundo. Em minha opinião, Frank Miller é melhor que Alan Moore e olha a porcaria “The Spirit” que ele fez, imagine Alan Moore fazendo Batman atualmente. Em época passada, Alan Moore queria remover a magia existente nas histórias de Super Herois. Ele conseguiu e se arrependeu. EPIC FAIL! 🙂

Ao final, eu percebo que Alan Moore é um gênio, mas ingênuo. Ao tentar descontruir os personagens, ele construiu os estilo de hoje e ele se arrepende disso. Mas há um comentário cretino dito por ele dizendo que tudo que foi feito depois de Watchmen é cópia do mesmo e não há mais originalidade. Vai se ferrar Alan, um cara que fez Liga Extraordinária e Lost Girls, aproveitando personagens e mitologias já existentes, não pode falar em originalidade pura quando ele mesmo usa a criatividade de outros.

Ao final, podemos ainda homenageá-lo com o vídeo abaixo:

Bignadaquasar, onde nada é cósmico e nada é Watchmen.

Por Akanadin.

Alan Moore Contra o Mundo: Alan Moore entrevistado

Alan Moore lendo Dragon Ball

Alan Moore lendo Dragon Ball

Alan Moore continua disparando contra mercado de quadrinhos dos EUA
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Alan Moore, definitivamente, quer ver o circo pegar fogo. Totalmente desencantado com o mercado de quadrinhos mainstream dos EUA, ele resolveu dar mais uma entrevista na qual reclama de tudo, de todos e, imodesto, diz que “25% do mercado de quadrinhos se sustenta no meu trabalho”.
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A entrevista está sendo publicada em partes no website Mania. Na primeira, ele deu sua opinião sobre o negócio Marvelman/Marvel Comics. A segunda é voltada para uma discussão sobre os quadrinhos de super-heróis. Confira alguns trechos abaixo.
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Sobre Watchmen e outros de seus trabalhos terem criado uma onda de heróis sombrios:
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“Nunca foi minha intenção que toda HQ fosse como aquela. A razão pela qual a fiz daquele jeito é que não havia nada igual. Eu queria fazer algo diferente. Caso eu, Deus me livre, estivesse fazendo HQs de super-herói hoje, como meu trabalho na America’s Best Comics de alguns anos atrás, eles seriam muito diferentes do padrão Watchmen e Marvelman. Seriam mais divertidos – no sentido de intelectualmente divertidos ou de pura diversão – do que revisionistas. Penso que a abordagem que eu trouxe – pegar personagens já existentes e reinterpretá-los – provavelmente levou a quadrinhos muito cruéis e chatos. Eu não queria que todo mundo copiasse o que eu fazia. E, se era para copiar, preferia que tivesse sido a originalidade das ideias – ou se tentassem trazer um pouco da alegria que colocávamos em Watchmen, em Marvelman, no Monstro do Pântano.”

Sobre A Piada Mortal, sua reverenciada graphic novel com Batman e Coringa:
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“Nunca gostei da minha história em A Piada Mortal. Acho que ela deu uma carga muito melodramática a um personagem que nunca foi projetado para tanto. Foi muito indecente, muito violenta. Algumas coisas delas são boas, mas em termos dos meus textos, não é dos meus trabalhos preferidos. Se, como eu disse, Deus me livre, eu voltasse a escrever um personagem como Batman, provavelmente faria algo no estilo daquele período ‘tio bobão’ com desenhos de Dick Sprang, quando você tinha Ace, o Bat-Cachorro, o Bat-Mirim, o Batman zebra – quando era mais bobo. Porque naquela época havia mais imaginação, mais diversão. Acho que o mundo não precisa de mais vingadores psicopatas. Nem sei se algum dia precisou.”

Sobre a falta de ideias e o uso do seu trabalho no mercado dos EUA:
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“É uma pobreza de imaginação. Esses dias notei que a DC parece ter baseado um de seus últimos crossovers em algumas histórias do Lanterna Verde que escrevi 25 ou 30 anos atrás. Eu diria que isso parece um ato de desespero ou humilhação. Quando eu disse em entrevistas que o mercado de quadrinhos norte-americano não teve ideias próprias nos últimos 20 ou 30 anos, eu só quis ser maldoso. Eu não esperava que as editoras a que me referia dissessem, tipo, ‘Pois é, é verdade. Vamos tentar achar outra história dele de 30 anos atrás para transformar em uma saga espetacular’. É trágico. Os gibis que eu lia quando criança me inspiravam e me enchiam de ideias. Eles não precisavam que um inglês metido viesse aqui e explicasse a eles como fazer quadrinhos. Eles já tinham muitas ideias boas. Mas hoje em dia, eu cada vez mais sinto como se a indústria de quadrinhos estivesse revirando minha lixeira, como um guaxinim no meio da noite.”
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“Pelo amor de deus, vão ter idéias próprias! Não é tão difícil. Vocês costumavam ter várias! Também ouvi que, aparentemente, um quinto do mercado de comic shops é do meu trabalho. 20%! Imagino que as vendas em lugares como a Borders e as grandes livrarias, onde fica uma parte cada vez maior do mercado, a porcentagem seja maior.”
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[O entrevistador menciona que Watchmen está no topo da lista de graphic novels mais vendidas do New Yok Times]: “Isso quer dizer que 25% do mercado de quadrinhos se sustenta no meu trabalho! Isso não é sadio.”

Em outros trechos da entrevista, Moore comenta que parou de comprar gibis da Marvel quando a editora entrou em conflito com Jack Kirby na década de 80 – recusando-se a devolver as páginas do desenhista. E ainda defende que o atual estado do mercado, e a forma errada como trata seus criadores, em parte é culpa dos fãs: “Se eles se importassem menos com o Hulk do que com a pessoa que criou o Hulk; se eles se importassem menos como o Homem-Aranha, e mais com Steve Ditko”.
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Texto em inglês: http://www.mania.com/alan-moore-reflects-marvelman-part-2_article_117529.html
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Fonte:

http://www.omelete.com.br/quad/100022340/Alan_Moore_continua_disparando_contra_mercado_de_quadrinhos_dos_EUA.aspx

Watchmen Babies in V for Vacation

Watchmen Babies in V for Vacation

Sinceramente, Alan Moore é um velho babão. Alan Moore é um grande escritor, mas ele é bem egocêntrico. Porém, essa entrevista foi bem interessante. Ele falou umas paradas novas.

O mais interessante é que ele disse que se pudesse voltar no tempo, faria personagens bem mais leves e coloridos, sendo que ele fez Watchmen para ser a perda da inocência dos super-heróis. Ele fala de originalidade, mas ele criou Liga Extraordinária, que usa somente personagens da literatura inglesa, Lost Girls que usa princesas de contos de fadas, e até Watchmen também usa personagens baseados nos da Charlaton Comics. Ele gosta é de fazer polêmica.

Entretanto, não devemos levar muito a sério o que ele diz. Parece que ele quer se transformar no Joel Shumacker dos quadrinhos.

🙂

Bignadaquasar, onde nada é cósmico e nada é polêmica.

Por Akanadin.